quarta-feira, abril 21, 2010

"Arroz de polvo"


"Sucedeu-me uma vez comer arroz de polvo tendo sido eu a apanhar o polvo... e garanto que nunca semelhante prato me soube tão bem como nessa ocasião. Era, aparentemente, um polvo igual a todos os outros e foi cozinhado da mesma forma que os outros. Mas era diferente: tinha resultado de horas de esforço, de vários fracassos, de sucessivas buscas inglórias nos rochedos, de alguns arranhões...

E verifiquei que na minha vida de saltimbanco, de escola em escola, ano após ano, me custou mais abandonar aqueles lugares onde tinha sido possível dar mais do meu tempo e do meu esforço aos meus alunos e às tarefas que realizei.

O sacrifício cria laços. Por que é que os teus filhos não são para ti o mesmo que as outras crianças? Não é apenas por serem do teu sangue; é, principalmente, porque te gastaste longamente para os tornar belos, saudáveis, fortes, íntegros; porque cuidaste deles; porque tiveste paciência; porque passaste noites sem dormir; porque te afligiste e choraste. Há tanto de ti naquilo que eles são que, de algum modo, vives neles e a sua vida é a tua vida.

Este género de união, criada e alimentada pelo sacrifício, tem o nome de amor. E não existe amor sem sacrifício. E não há outra coisa a que tão propriamente se possa chamar amor como à decisão desinteressada de tornar feliz outra pessoa custe o que custar.

A natureza dá-nos uma ajuda neste aspecto, com a sabedoria que manifesta. Se algum dia for acessível a qualquer mulher ser mãe sem passar pelas dores do parto, deverás recusar livremente essa possibilidade e escolher, ainda que tenhas medo, essas dores que te unirão com nós de ferro à criança que há-de nascer de ti.

Do mesmo modo, é bom que compreendas o enamoramento. É uma forma de a natureza aproximar as pessoas, mas não as une. Com ele, o enamorado sente gosto em se sacrificar para tornar feliz a sua bem-amada, e a ela sucede-lhe o mesmo. E enquanto, quase sem o notarem, sofrem para tornar o outro feliz, vão construindo o amor. Depois disso, mais cedo ou mais tarde, a paixão vai-se embora, com a missão cumprida.

Quando dás de ti, quando sofres pelos outros, crias laços. E desse modo estabeleces, ou descobres, o teu sentido. Passas a ter pontos de referência. Estás localizado e sabes para onde deves ir.

Os teus filhos, portanto, devem habituar-se desde pequenos a ajudar em casa, a prestar serviços na medida das suas capacidades. O lar, esse milagre quotidiano, deve ser também uma construção deles. Algumas vezes as tarefas que lhes deres exigir-lhes-ão um sacrifício custoso. Mas sem isso a casa não seria a sua casa: seria um lugar vazio, a pensão onde teriam de ir dormir e comer durante mais algum tempo, exigindo que os servissem sem falhas. Assim, porém, sentir-se-ão responsáveis por aquilo que foi também obra sua. Acabarão descobrindo por si mesmos as tarefas que é preciso realizar. Olharão para a casa, para os pais, para os irmãos com os olhos perspicazes do amor.

Não tenhas medo de sofrer. O sofrimento só dói quando não há um sentido que o ilumine, quando não se reveste de amor. Se eu for coxo e cada um dos meus passos me doer, mesmo assim hás-de de ver-me a correr encosta acima, se desse modo me aproximar de quem amo, se lá em cima um filho estiver a precisar de mim. Se reparares bem, notarás que não sofro com as dores que tenho, que os meus olhos brilham, que sorrio.

A desilusão, o fracasso, o esforço, o sofrimento e a morte... nada disso importa muito. Só dói verdadeiramente a falta de sentido."

Artigo publicado no Jornal "Diario Insular" de 17/04/10 da autoria de Paulo Gerardo.

quinta-feira, abril 01, 2010

segunda-feira, março 15, 2010

Os olhos não mentem

Por detrás do ar por vezes agressivo
E algumas vezes tempestuoso
Esconde-se uma pessoa
De coração meigo e terno
Sedenta de atenção e carinho
Porque
Mesmo com as atitudes diluvianas
Os olhos não mentem...os teus!
12 de Março de 2010

terça-feira, março 09, 2010

quinta-feira, janeiro 28, 2010

terça-feira, janeiro 19, 2010

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Licor de Chá



Aqui vai uma receita de licor de chá já antiga que me foi passada e a qual usei este Natal para fazer e oferecer a algumas pessoas amigas. Usei chá preto mas pode-se fazer com outro qualquer. Façam experiencias...

1,5 lt de água
½ Pacote de chá
1 Kg de açúcar
Essência de morango (a gosto)
Essência de chocolate (a gosto)
1 pau de canela
½ litro de álcool alimentar ou aguardente

Ferve-se o chá com a água durante 10 minutos, côa-se e ferve-se o açúcar, a canela durante (mais ou menos) 10 a 15 minutos.

Deixa-se arrefecer e deitam-se as essências e o álcool ou aguardente.

sexta-feira, outubro 09, 2009

"Apenas" uma foto


Ver mapa maior

que trás recordações de infância.

sexta-feira, setembro 11, 2009

Um pensamento que me ocorreu...

"Por vez uma noite de prosa bem passada é melhor que a poesia de dois corpos unidos."

quinta-feira, setembro 10, 2009

...e esta...


Sabão azul e branco pode substituir desinfectantes na prevenção da gripe A.

Uma foto...apenas


Do meu jardim.

terça-feira, agosto 04, 2009

O Navegante


O mar
Eterno navegante solitário
Na companhia da saudade
De todos nós

Vagas de azul celeste
Molham-nos os corpos
Banham-nos o rosto
Encharcam-nos a alma

O ventre materno
Deixa-nos marcas
Desse mar que nos rodeia
Neste pedaço de terra

Botes, barcos, barcaças
Mariposa, bruços ou livremente
Desejamos ardentemente
A outra metade de nós…
O Mar Eterno.

9 de Junho de 2009

sexta-feira, julho 03, 2009

Noticia de últma hora

Soube-se à pouco que a Câmara Municipal de Lisboa vai por a Assembleia da República em Tribunal.

A acusação prende-se com o facto de a Assembleia da República ter dado uma tourada sem licença camarária.


quinta-feira, julho 02, 2009

Pensamento ao acaso

"Existem alturas em que, melhor do que escrever muita coisa sem nexo ou contexto, antes deixar a folha em branco."

sexta-feira, junho 19, 2009

Criti-camente

Saiu um novo disco deste cantor com voz de encher um auditório, que dá pelo titulo de Criticamente e, como o nome indica, todas as canções, são "criticas" á sociedade no geral. Para além disso, é mais um disco fabuloso dele. Vale a pena ouvir.

quinta-feira, junho 18, 2009

Falso vitral

Mais um trabalhito executado em falso vitral que ofereci a um casal amigo de longa data.
Em nota de rodapé, qual não foi o meu espanto (já que se trata do 2º trabalho feito) quando o vi em local de destaque na casa deles. É de ficar "babado".

quarta-feira, junho 03, 2009

Pintar uma tela

Gostava de pintar uma tela
Do tamanho imaginado
Que ocupasse o tecto do quarto

Pegar em tintas e pincéis
E desenhar riscos e rabiscos
Em cores de arco-íris

Aqui e ali passar meigamente
Com um pincel grosso
Cores de prosa
E um pincel fino
Cores de poesia
Quanto baste

Usar e abusar
Da paleta cromática
Misturar, baralhar e voltar a dar
Pinceladas sem razão aparente
Mas com um fim definido

Adorava pintar uma tela
Do tamanho da imaginação
Pendura-la no tecto do quarto
E vislumbrar os estados de espírito
As auroras boreais das almas
Ou apenas e tão só
As cores translúcidas e acetinadas
Das mil e uma cores base
Usadas e abusadas até á exaustão
Nos corpos despidos
De preceitos e preconceitos.

2 de Junho de 2009

quinta-feira, maio 21, 2009

Um pensamento recebido por mail

" Homem de toda a arte é burro em toda a parte"

sexta-feira, maio 08, 2009

quarta-feira, maio 06, 2009

Falso Vitral

Depois de ter participado num Workshop (nome cheio de etiqueta que agora se dá a cursos de formação) sobre "Técnicas de Falso Vitral" aqui fica o meu primeiro trabalho.

sexta-feira, abril 17, 2009

Simplesmente...sem palavras

Um excelente momento de musica AQUI
Liguem as colunas e ouçam...apenas.

quinta-feira, abril 16, 2009

ESTE VERÃO, QUERES SER SEREIA OU BALEIA?


Há uns dias, numa cidade de França, um cartaz, com uma jovem espectacular, na montra de um ginásio, dizia:"ESTE VERÃO, QUERES SER SEREIA OU BALEIA?"
Dizem que uma mulher jovem-madura, cujas características físicas não interessam, respondeu à pergunta publicitária nestes termos:
"Estimados Senhores:As baleias estão sempre rodeadas de amigos (golfinhos, leões-marinhos, humanos curiosos). Têm uma vida sexual muito activa, engravidam e têm baleiazinhas ternurentas, às quais amamentam.
Divertem-se à brava com os golfinhos, enchendo a barriga de camarões. Brincam e nadam, sulcando os mares, conhecendo lugares tão maravilhosos como a Patagónia, o mar de Barens ou os recifes de coral da Polinésia.As baleias cantam muito bem e até gravam CD's. São impressionantes e praticamente não têm outros predadores além dos humanos. São queridas, defendidas e admiradas por quase toda a gente.
As sereias não existem. E, se existissem, fariam fila nas consultas dos psicanalistas, porque teriam um grave problema de personalidade, "mulher ou peixe?".
Não têm vida sexual, porque matam os homens que delas se aproximam, além disso, por onde? Por isso, também não têm filhos. São bonitas, é verdade, mas solitárias e tristes. Além disso, quem quereria aproximar-se de uma rapariga que cheira a peixaria?Para mim está claro, quero ser baleia.
P.S.: Nesta época em que os meios de comunicação nos metem na cabeça a ideia de que apenas as magras são bonitas, prefiro desfrutar de um gelado com os meus filhos, de um bom jantar com um homem que me faça vibrar, de um café e bolos com os meus amigos.
Com o tempo ganhamos peso, porque ao acumular tanta informação na cabeça, quando já não cabe, espalha-se pelo resto do corpo, por isso não estamos gordas, somos tremendamente cultas. A partir de hoje, quando vir o meu rabo no espelhos, pensarei, Meu Deus, que inteligente que sou..."

segunda-feira, março 23, 2009

Mudando de assunto



Fotos retiradas daqui

Núcleo Sportinguista da Ilha Terceira - Infantis

"Perderam em pontos mas ganharam em experiência." Fica aqui a minha opinião relativamente a este Campeonato Açoriano de Iniciados e Infantis.

quinta-feira, março 19, 2009

Dia do Pai

E porque hoje é Dia do Pai,
desejo a todos
um excelente dia
e que nunca se esqueçam
dos restantes 364 dias do ano.
Hoje como Ontem
e como Amanhã
ser Pai...
não tem palavras
apenas sentido
nada mais.

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Devaneio Maligno

Só me apetece
Abrir as comportas
Do rio que corre
Nas entranhas da terra

Abri-las de par em par
E ver jorrar
Pingo a pingo
O líquido a correr

Sem dó nem piedade
Sentir o vermelho
Desse rio escondido
Esvair-se na luz

O que será melhor?
Aqueles que sem raízes
Andaram de terra em terra
Sem afecto ou amor
Ou aqueles que
Mesmo com raízes
Não sentem afecto ou amor?

Só me apetece
Fechar os olhos
Encher os pulmões de ar
Respirar por breves momentos
E partir

7/07/2008


quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Eternidade

Passadas algumas décadas, tinha por fim retornado à minha terra. Todo o meu Coração ria de alegria, ao contemplar aquele branco e maravilhoso lugar. Único!... Engraçado, apesar de nunca ter estado aqui, mal o vi reconheci-o logo. Sim! Porque agora eu sei quem sou e donde vim. Vim dali...vêem? Claro que não! Afinal sou só eu que estou aqui... só eu é que pertenço aqui, a este Mundo.
A mente é mesmo algo espantoso. Mesmo agora, apesar de tudo, ainda não é possível determinar-mos como é que ela verdadeiramente funciona, senão vejamos:
- Estou aqui; reconheço a terra, mas sei que nunca cá estive, apenas..., mas apesar de já sermos capazes de usar uma grande parte da capacidade que a mente tem, isso ainda continua por se saber. Se calhar nunca se irá saber. Acho bem! Devemos ter sempre qualquer coisa inexplicável para vivermos com a ideia que um dia se tornará claro como a água, puro como este local para onde me dirijo.
Olhando para trás, recordo tudo o que aprendi com aquelas pessoas... Foi bom, mas o meu coração trouxe-me até aqui. Aliás, sempre senti esse chamamento ao longo dos anos. Apenas não fazia caso. Ou será que não queria era fazer caso? Que importa!
Sinto-me feliz por estar aqui, e isso é que interessa. Pareço uma criança a quem lhe foi dado um brinquedo novo.
Que bela vista se tem daqui, é de cortar a respiração. Tantas estrelas pequenas, a piscar, ou quase todas, e como que no meio delas, está este maravilhoso mundo, a que agora chamo de minha terra. Um branco puro que quase nos cega de tanta luz. Sinto todo o meu ser a ser puxado para lá, como se eu e Ele fôssemos um só. Aqui, sinto que pertenço!
Foram precisos estar tantos anos longe, para só agora voltar. Porquê? Tantas perguntas que tenho para fazer, que nem sei por onde irei começar. São dúvidas, incertezas, eu sei lá! Dá-me a impressão que vou começar tudo de novo, como se voltasse a nascer de novo. Numa certa medida, até é, mas então...?
Nunca te tinha visto até agora, no entanto, imaginava-te assim mesmo como és. Pequena, mas imponente; branca, mas com vida; sozinha, mas sem estar só.
Mais algum tempo e estarei contigo. Daqui, parece que falta pouco, como se já te tocasse, no entanto... ainda estou um pouco longe.
Majestosa e imponente visão esta... ali está, como sempre esteve, e como sempre irá estar, mesmo para além do Fim.

23JAN96

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Olhares/Olhos


Gosto de observar o rosto feminino. De ver os seus contornos, as maçãs do rosto, o sorriso, os lábios e, em especial os seus olhos e a expressão no seu olhar. Existem rostos e olhos que me fascinam, que me “seduzem” e me embriagam levemente. O corpo e os seus contornos têm algum peso obviamente mas, esse corpo e contornos, com o andar dos anos começa a modificar-se e, dada a natureza humana, com menor vigor nos músculos que suportam o corpo. No entanto, o olhar transmite sempre a sua magia, a sua sedução e a sua embriagues. Adoro quando consigo mergulhar num olhar desses, nadar por entre a profundidade da cor, do brilho e do encanto. Tal como diz o povo “Os olhos são o espelho da alma” e acho que nisso têm razão. Quantos, independentemente da cor, nos transmitem uma paz profunda, uma alegria inexplicável, enquanto outros, apenas são opacos, sem brilho e transmitindo coisas menos boas.

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Escrita

"Gosto da escrita...mas existem alturas em que tenho a alma cheia de palavras silenciosas e outras em que existe um vazio enorme à espera de ser preenchido..."

Um pequeno pensamento escrito "long time ago" num caderno perdido no meio de outros papeis.

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Rolo de Carne

E depois de uma época de muitos doces, nada melhor que uma receita fácil, rápida e gostosa.


Ingredientes:

- 600 gr de carne de porco
- 600 gr de carne de vaca
- 4 ovos
- 1 pacote de sopa de cebola
- 1 lata de pêssego com calda
- tiras de bacon
- 1 chouriço grande


Confecção:

Misturam-se as carnes homogeneamente com os ovos e o pacote de cebola. Põe-se num pirex e trabalha-se até ficar em rolo. A meio faz-se um “rasgo” para meter o chouriço (linguiça, ovos cozidos, cenouras, etc.). Já com o chouriço metido, fecha-se o rolo novamente e dispõe-se por cima as tiras de bacon. Abre-se a lata de pêssego e despeja-se a calda toda por cima do rolo e dispõe-se as metades de pêssego nos lados. Por fim vai ao forno a cozer.
Acompanha-se com o que se quiser.

Bom apetite!

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Pudim de Natal com os residuos do Licor de Leite


Depois de muitos meses há procura, lá houve uma pessoa que me conseguiu arranjar a receita deste pudim que em tantos sites é falado mas em nenhum encontrei. Trata-se de um Pudim de Natal que é feito com os residuos do Licor de Leite.
500 gr de açucar /em ponto de pasta). Misturam-se os residuos (tirando a vagem de bauninha e o limão) do licor de leite e deixa-se tomar algum ponto. Tira-se do lume e deixa-se arrefecer. Misturam-se 8 gemas com 4 claras batidas em castelo. Vai ao forno numa forma untada de manteiga.
Ainda não a fiz mas, aqui fica.
Um Santo Natal

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Um pensamento




"Se acreditarmos que a vida humana contém os pressupostos para a perfeição, e se acreditarmos que o nascimento não consuma um processo da natureza mas o inicia, e que a morte não interrompe o ciclo das transformações mas reanima-o, a nossa visão do mundo amplia-se."


Agustina Bessa-Luís

quinta-feira, novembro 06, 2008

Céu

"Estou na beira de um rochedo cheio de verduras tenras e algumas flores que exalam um perfume cheio de tanto para dar.
Lá em cima o Sol em todo o seu esplendor aquece todo o meu ser e lá em baixo o azul do mar, calmo e sereno, convida a um mergulho profundo e interior.
Abro as asas e levanto voo. Por entre as minhas asas corre o ar quente aquecido pelo Deus Sol que lá em cima se acende todos os dias. Lá em baixo vejo humanos a nadarem, a andarem de barco e outros com umas canas nas mãos a tentarem apanharem aquilo a que nós chamamos de alimento. Não sei o nome que lhe dão mas, passam horas a tentarem apanhar aquilo que nós demoramos alguns minutos. Não sei o que fazem, já que depois põe em baldes e levam para longe.
Eu apenas gosto de voar entre o aqui e o ali, entre o agora e o já e, pairar por entre isto e aquilo, nada mais.
Não, nada tenho a ver com um familiar próximo, o Fernão. Ao contrário dele que gostava de voar no limite, eu não me preocupo com acrobacias, velocidade e outras manobras radicais, apenas me preocupo com o voar calmamente, ver e sentir as sensações que o voar me proporciona, como se isto fosse apenas uma passagem.
Que visão quase paradisíaca que daqui vejo e sinto, apesar das brigas, discussões e guerras que lá por baixo acontecem. Que pena viverem as suas vidas sofridas sem viverem realmente, sem saberem o que é a verdadeira felicidade como eu.
Mergulho em direcção ao azul do mar. Entro por ele dentro e, sinto-me abraçado pelas ondas que me beijam ternamente.
Sinto o silêncio da água e ao mesmo tempo, os ruídos que de lá do fundo vêm, como que ampliados. Olho para cima e vejo o Sol a ondular, a bailar ao sabor das ondas salgadas deste mar.
Uma parte de mim pede para ficar por aqui, nesta paz aquática e, outra parte para sair em direcção ao calor.
Com esforço, sinto os pulmões a pedirem oxigénio e elevo as minhas asas para os lados e subo. Descanso um pouco, ao de cima de água, para secar as asas.
Tomo balanço nestas ondas como se fosse um baloiço e levanto voo em direcção ao local mais alto possível onde o calor está isento de tudo maligno."



Um pequeno texto ao sabor das ondas e de uma música divina.

sexta-feira, outubro 17, 2008

Anos passados


Estava na casa de uma vizinha a ver televisão naquela hora. Estavam a ver um concurso que dava semanalmente. Tal como o programa, também ele para a casa desta vizinha, para estar mais perto da neta, por sinal, sem saber bem o que era, dizia ser a sua namorada.
A campainha tocou. A senhora, já com a sua idade foi à porta. Do lado de fora estava o padrinho dele, e em surdina disse algo que ele não conseguiu perceber mas, tal como em outras alturas, se calhar o programa era melhor do que a conversa dos adultos ou então, a companhia da Maria João, era o seu nome.
- Artur tens uma chamada para ti. - Disse-lhe o padrinho.
Ele dirigiu-se para casa e foi até à sala, onde estava o telefone preto e pegou nele.
- Sim? - Disse.
- Artur, daqui é a Maria Helena...é para te dizer que o teu pai acabou de falecer – Disse-lhe da melhor maneira possível, sem muitos rodeios.
Ele desligou o telefone e, apaticamente foi novamente para casa da vizinha, ver o programa, estar ao pé da Maria João. É verdade que o seu pai tinha falecido mas, apenas tinha estado com ele uma mão cheia de dias e outra vazia de conhecimento.
Decorria o dia 21 de Dezembro de 1977.

terça-feira, outubro 14, 2008

Silêncio e nada mais

Um pensamento que me acompanha há dias:

"O silêncio é de ouro, quando os diálogos são de prata e os monólogos matam."

quarta-feira, setembro 10, 2008

...

O nosso 1º Ministro deve ter alguma coisa contra a Função Pública...
Aos poucos e poucos, o que o povo em geral conseguiu após o 25/04/74 começa a desaparecer. Lei atrás de lei, estamos a voltar ao tempo do "outro senhor".
Bem, por uns pagam os outros, lá diz o ditado...

quarta-feira, agosto 27, 2008

Portugal e os Olimpicos 2008

Em termos de Jogos Olimpicos, Portugal, com menos meios financeiros "investidos" consegue trazer mais medalhas nos Paralimpicos... do que nos Olimpicos. Estranho, não acham?

quinta-feira, agosto 21, 2008

1 foto

...uma ilha, no meio do azul do Oceano.

segunda-feira, julho 14, 2008

SU-35




E como também gosto destas máquinas, não por fazerem guerra, mas pela "graciosidade" aqui ficam 2 fotos tiradas da net destes caças (a versão mais completa), que este fim de semana passaram pela Ilha Terceira a caminho de um exercicio designado por Red-Flag, da Força Aérea Indiana.
Engraçado um pais como este, onde a maioria vive abaixo do limiar da pobreza, terem maquinas assim tão caras. Enfim...

quinta-feira, junho 05, 2008

Hoje...

Hoje
sinto-me assim...
entre o Céu e o Inferno.

Entre o
Lá em cima
e o lá em baixo.

Estou
no meio
de alguma coisa
ou de coisa nenhuma.
Hoje...

segunda-feira, maio 26, 2008

Devaneios

Não é pecado dizer
O quanto me apetece
Sentir o teu corpo no meu

Sentir o
Vai e vem constante
Cadenciado e desejoso

Sentir-me vivo
Desejando todo o meu corpo
Dentro do teu

Beijar todos
Os teus poros
E sentir os corpos suados

Trocar carícias
Ver-te de todos os ângulos
Posições e feitios

Ouvir os teus sussurros
Nos meus pensamentos
Mais eróticos.

E no momento
Em que já não há retorno
Os meus fluidos misturaram-se com os teus

Ó que doce corpo
Floresta virgem
Cascata de águas sem fim

Não é pecado dizer
O quanto me apetece
Sentir-te meu Amor!

24 de Maio de 2008

quarta-feira, maio 21, 2008

+ 1 Pensamento


"Mais do que opiniões, por vezes precisamos apenas que nos ouçam."

E com este pensamento vou para feriado.

terça-feira, maio 20, 2008

segunda-feira, maio 19, 2008

Samuel I


E na falta de novos assuntos, aqui fica o que significa o nome Samuel:


Significa aquele a quem Deus ouve e indica uma pessoa que age com determinação e justiça e só descansa quando atinge seus objectivos. A recompensa dessa atitude é ser bem sucedido em praticamente todos os seus empreendimentos.

quinta-feira, maio 15, 2008

Samuel



Os olhos brilham
Quais faíscas
De um fogo interno
.
A respiração
Fica ofegante
Quase sem pudermos respirar
.
As noites tornam-se pequenas
O sono tarda em chegar
Mas pouco importa
.
Perdemos horas
Dias, meses e anos
A contemplar
.
A vida muda completamente
Sem nos darmos conta
Desse ligeiro pormenor
.
Nove meses se passaram
Em comunhão com a mãe
Onde o pai ausente estava presente
.
Depois de algumas horas
Minutos e segundos
Viu a luz do dia
.
A mãe chora de alegria
O pai quase que se baba
A avó no silêncio agradece-Lhe
.
E agora começa a vida
A três
Pai, Mãe e Samuel.

quarta-feira, abril 30, 2008

Palavra Amor


Amor
Palavra bela
Com sentido e sentida
Nos corações de quem Ama

Amor
Palavra excelente
Sem sentido e não sentida
Nos corações que quem não Ama

Amor
Palavra banal
Usada e abusada
Pelos jovens nos nossos dias

Amor
Palavra quase sem significado
Deturpada pelos Media
E mal interpretada por muitos

Amor
Um sentimento tão puro
Belo e cheio de significado
Confundido com Gostar

30 de Abril de 2008

quarta-feira, abril 23, 2008

Inicio da Ternura


Neste dia,

especial para mim e para os meus,

bem como as pessoas que são minhas amigas

em que entro na Ternura

gostava de aqui deixar as palavras que o meu filho

numa modesta folha de papel me deixou

palavras essas que

sem modestia

me tocaram:

P - Com P digo és o melhor Pai do Mundo

A - Com A digo Amo-te

I - Com I digo Irei sempre contigo