Aqui será a areia fina...a falésia...onde, entre voos, poisarei para descansar e meditar, depois voltar a voar entre o azul do mar e o azul do céu.
sexta-feira, junho 19, 2009
quinta-feira, junho 18, 2009
Falso vitral
Em nota de rodapé, qual não foi o meu espanto (já que se trata do 2º trabalho feito) quando o vi em local de destaque na casa deles. É de ficar "babado".
quarta-feira, junho 03, 2009
Pintar uma tela
Gostava de pintar uma telaDo tamanho imaginado
Que ocupasse o tecto do quarto
Pegar em tintas e pincéis
E desenhar riscos e rabiscos
Em cores de arco-íris
Aqui e ali passar meigamente
Com um pincel grosso
Cores de prosa
E um pincel fino
Cores de poesia
Quanto baste
Usar e abusar
Da paleta cromática
Misturar, baralhar e voltar a dar
Pinceladas sem razão aparente
Mas com um fim definido
Adorava pintar uma tela
Do tamanho da imaginação
Pendura-la no tecto do quarto
E vislumbrar os estados de espírito
As auroras boreais das almas
Ou apenas e tão só
As cores translúcidas e acetinadas
Das mil e uma cores base
Usadas e abusadas até á exaustão
Nos corpos despidos
De preceitos e preconceitos.
2 de Junho de 2009
quinta-feira, maio 21, 2009
sexta-feira, maio 08, 2009
quarta-feira, maio 06, 2009
Falso Vitral
Depois de ter participado num Workshop (nome cheio de etiqueta que agora se dá a cursos de formação) sobre "Técnicas de Falso Vitral" aqui fica o meu primeiro trabalho.
sexta-feira, abril 17, 2009
quinta-feira, abril 16, 2009
ESTE VERÃO, QUERES SER SEREIA OU BALEIA?

Há uns dias, numa cidade de França, um cartaz, com uma jovem espectacular, na montra de um ginásio, dizia:"ESTE VERÃO, QUERES SER SEREIA OU BALEIA?"
Dizem que uma mulher jovem-madura, cujas características físicas não interessam, respondeu à pergunta publicitária nestes termos:
"Estimados Senhores:As baleias estão sempre rodeadas de amigos (golfinhos, leões-marinhos, humanos curiosos). Têm uma vida sexual muito activa, engravidam e têm baleiazinhas ternurentas, às quais amamentam.
Divertem-se à brava com os golfinhos, enchendo a barriga de camarões. Brincam e nadam, sulcando os mares, conhecendo lugares tão maravilhosos como a Patagónia, o mar de Barens ou os recifes de coral da Polinésia.As baleias cantam muito bem e até gravam CD's. São impressionantes e praticamente não têm outros predadores além dos humanos. São queridas, defendidas e admiradas por quase toda a gente.
As sereias não existem. E, se existissem, fariam fila nas consultas dos psicanalistas, porque teriam um grave problema de personalidade, "mulher ou peixe?".
Não têm vida sexual, porque matam os homens que delas se aproximam, além disso, por onde? Por isso, também não têm filhos. São bonitas, é verdade, mas solitárias e tristes. Além disso, quem quereria aproximar-se de uma rapariga que cheira a peixaria?Para mim está claro, quero ser baleia.
P.S.: Nesta época em que os meios de comunicação nos metem na cabeça a ideia de que apenas as magras são bonitas, prefiro desfrutar de um gelado com os meus filhos, de um bom jantar com um homem que me faça vibrar, de um café e bolos com os meus amigos.
Com o tempo ganhamos peso, porque ao acumular tanta informação na cabeça, quando já não cabe, espalha-se pelo resto do corpo, por isso não estamos gordas, somos tremendamente cultas. A partir de hoje, quando vir o meu rabo no espelhos, pensarei, Meu Deus, que inteligente que sou..."
segunda-feira, março 23, 2009
Mudando de assunto

Fotos retiradas daqui
Núcleo Sportinguista da Ilha Terceira - Infantis
"Perderam em pontos mas ganharam em experiência." Fica aqui a minha opinião relativamente a este Campeonato Açoriano de Iniciados e Infantis.
quinta-feira, março 19, 2009
Dia do Pai
desejo a todos
um excelente dia
e que nunca se esqueçam
dos restantes 364 dias do ano.
Hoje como Ontem
e como Amanhã
ser Pai...
não tem palavras
apenas sentido
nada mais.
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
Devaneio Maligno
Só me apeteceAbrir as comportas
Do rio que corre
Nas entranhas da terra
Abri-las de par em par
E ver jorrar
Pingo a pingo
O líquido a correr
Sem dó nem piedade
Sentir o vermelho
Desse rio escondido
Esvair-se na luz
O que será melhor?
Aqueles que sem raízes
Andaram de terra em terra
Sem afecto ou amor
Ou aqueles que
Mesmo com raízes
Não sentem afecto ou amor?
Só me apetece
Fechar os olhos
Encher os pulmões de ar
Respirar por breves momentos
E partir
7/07/2008
quinta-feira, fevereiro 12, 2009
Eternidade
Passadas algumas décadas, tinha por fim retornado à minha terra. Todo o meu Coração ria de alegria, ao contemplar aquele branco e maravilhoso lugar. Único!... Engraçado, apesar de nunca ter estado aqui, mal o vi reconheci-o logo. Sim! Porque agora eu sei quem sou e donde vim. Vim dali...vêem? Claro que não! Afinal sou só eu que estou aqui... só eu é que pertenço aqui, a este Mundo.A mente é mesmo algo espantoso. Mesmo agora, apesar de tudo, ainda não é possível determinar-mos como é que ela verdadeiramente funciona, senão vejamos:
- Estou aqui; reconheço a terra, mas sei que nunca cá estive, apenas..., mas apesar de já sermos capazes de usar uma grande parte da capacidade que a mente tem, isso ainda continua por se saber. Se calhar nunca se irá saber. Acho bem! Devemos ter sempre qualquer coisa inexplicável para vivermos com a ideia que um dia se tornará claro como a água, puro como este local para onde me dirijo.
Olhando para trás, recordo tudo o que aprendi com aquelas pessoas... Foi bom, mas o meu coração trouxe-me até aqui. Aliás, sempre senti esse chamamento ao longo dos anos. Apenas não fazia caso. Ou será que não queria era fazer caso? Que importa!
Sinto-me feliz por estar aqui, e isso é que interessa. Pareço uma criança a quem lhe foi dado um brinquedo novo.
Que bela vista se tem daqui, é de cortar a respiração. Tantas estrelas pequenas, a piscar, ou quase todas, e como que no meio delas, está este maravilhoso mundo, a que agora chamo de minha terra. Um branco puro que quase nos cega de tanta luz. Sinto todo o meu ser a ser puxado para lá, como se eu e Ele fôssemos um só. Aqui, sinto que pertenço!
Foram precisos estar tantos anos longe, para só agora voltar. Porquê? Tantas perguntas que tenho para fazer, que nem sei por onde irei começar. São dúvidas, incertezas, eu sei lá! Dá-me a impressão que vou começar tudo de novo, como se voltasse a nascer de novo. Numa certa medida, até é, mas então...?
Nunca te tinha visto até agora, no entanto, imaginava-te assim mesmo como és. Pequena, mas imponente; branca, mas com vida; sozinha, mas sem estar só.
Mais algum tempo e estarei contigo. Daqui, parece que falta pouco, como se já te tocasse, no entanto... ainda estou um pouco longe.
Majestosa e imponente visão esta... ali está, como sempre esteve, e como sempre irá estar, mesmo para além do Fim.
23JAN96
segunda-feira, janeiro 26, 2009
Olhares/Olhos

Gosto de observar o rosto feminino. De ver os seus contornos, as maçãs do rosto, o sorriso, os lábios e, em especial os seus olhos e a expressão no seu olhar. Existem rostos e olhos que me fascinam, que me “seduzem” e me embriagam levemente. O corpo e os seus contornos têm algum peso obviamente mas, esse corpo e contornos, com o andar dos anos começa a modificar-se e, dada a natureza humana, com menor vigor nos músculos que suportam o corpo. No entanto, o olhar transmite sempre a sua magia, a sua sedução e a sua embriagues. Adoro quando consigo mergulhar num olhar desses, nadar por entre a profundidade da cor, do brilho e do encanto. Tal como diz o povo “Os olhos são o espelho da alma” e acho que nisso têm razão. Quantos, independentemente da cor, nos transmitem uma paz profunda, uma alegria inexplicável, enquanto outros, apenas são opacos, sem brilho e transmitindo coisas menos boas.
quinta-feira, janeiro 22, 2009
sexta-feira, janeiro 09, 2009
Rolo de Carne
E depois de uma época de muitos doces, nada melhor que uma receita fácil, rápida e gostosa.Ingredientes:
- 600 gr de carne de porco
- 600 gr de carne de vaca
- 4 ovos
- 1 pacote de sopa de cebola
- 1 lata de pêssego com calda
- tiras de bacon
- 1 chouriço grande
Confecção:
Misturam-se as carnes homogeneamente com os ovos e o pacote de cebola. Põe-se num pirex e trabalha-se até ficar em rolo. A meio faz-se um “rasgo” para meter o chouriço (linguiça, ovos cozidos, cenouras, etc.). Já com o chouriço metido, fecha-se o rolo novamente e dispõe-se por cima as tiras de bacon. Abre-se a lata de pêssego e despeja-se a calda toda por cima do rolo e dispõe-se as metades de pêssego nos lados. Por fim vai ao forno a cozer.
Acompanha-se com o que se quiser.
- 600 gr de carne de porco
- 600 gr de carne de vaca
- 4 ovos
- 1 pacote de sopa de cebola
- 1 lata de pêssego com calda
- tiras de bacon
- 1 chouriço grande
Confecção:
Misturam-se as carnes homogeneamente com os ovos e o pacote de cebola. Põe-se num pirex e trabalha-se até ficar em rolo. A meio faz-se um “rasgo” para meter o chouriço (linguiça, ovos cozidos, cenouras, etc.). Já com o chouriço metido, fecha-se o rolo novamente e dispõe-se por cima as tiras de bacon. Abre-se a lata de pêssego e despeja-se a calda toda por cima do rolo e dispõe-se as metades de pêssego nos lados. Por fim vai ao forno a cozer.
Acompanha-se com o que se quiser.
Bom apetite!
sexta-feira, dezembro 19, 2008
Pudim de Natal com os residuos do Licor de Leite
Depois de muitos meses há procura, lá houve uma pessoa que me conseguiu arranjar a receita deste pudim que em tantos sites é falado mas em nenhum encontrei. Trata-se de um Pudim de Natal que é feito com os residuos do Licor de Leite.
500 gr de açucar /em ponto de pasta). Misturam-se os residuos (tirando a vagem de bauninha e o limão) do licor de leite e deixa-se tomar algum ponto. Tira-se do lume e deixa-se arrefecer. Misturam-se 8 gemas com 4 claras batidas em castelo. Vai ao forno numa forma untada de manteiga.
Ainda não a fiz mas, aqui fica.
Um Santo Natal
sexta-feira, dezembro 05, 2008
Um pensamento
quinta-feira, novembro 06, 2008
Céu
"Estou na beira de um rochedo cheio de verduras tenras e algumas flores que exalam um perfume cheio de tanto para dar.Lá em cima o Sol em todo o seu esplendor aquece todo o meu ser e lá em baixo o azul do mar, calmo e sereno, convida a um mergulho profundo e interior.
Abro as asas e levanto voo. Por entre as minhas asas corre o ar quente aquecido pelo Deus Sol que lá em cima se acende todos os dias. Lá em baixo vejo humanos a nadarem, a andarem de barco e outros com umas canas nas mãos a tentarem apanharem aquilo a que nós chamamos de alimento. Não sei o nome que lhe dão mas, passam horas a tentarem apanhar aquilo que nós demoramos alguns minutos. Não sei o que fazem, já que depois põe em baldes e levam para longe.
Eu apenas gosto de voar entre o aqui e o ali, entre o agora e o já e, pairar por entre isto e aquilo, nada mais.
Não, nada tenho a ver com um familiar próximo, o Fernão. Ao contrário dele que gostava de voar no limite, eu não me preocupo com acrobacias, velocidade e outras manobras radicais, apenas me preocupo com o voar calmamente, ver e sentir as sensações que o voar me proporciona, como se isto fosse apenas uma passagem.
Que visão quase paradisíaca que daqui vejo e sinto, apesar das brigas, discussões e guerras que lá por baixo acontecem. Que pena viverem as suas vidas sofridas sem viverem realmente, sem saberem o que é a verdadeira felicidade como eu.
Mergulho em direcção ao azul do mar. Entro por ele dentro e, sinto-me abraçado pelas ondas que me beijam ternamente.
Sinto o silêncio da água e ao mesmo tempo, os ruídos que de lá do fundo vêm, como que ampliados. Olho para cima e vejo o Sol a ondular, a bailar ao sabor das ondas salgadas deste mar.
Uma parte de mim pede para ficar por aqui, nesta paz aquática e, outra parte para sair em direcção ao calor.
Com esforço, sinto os pulmões a pedirem oxigénio e elevo as minhas asas para os lados e subo. Descanso um pouco, ao de cima de água, para secar as asas.
Tomo balanço nestas ondas como se fosse um baloiço e levanto voo em direcção ao local mais alto possível onde o calor está isento de tudo maligno."
Um pequeno texto ao sabor das ondas e de uma música divina.
sexta-feira, outubro 17, 2008
Anos passados

Estava na casa de uma vizinha a ver televisão naquela hora. Estavam a ver um concurso que dava semanalmente. Tal como o programa, também ele para a casa desta vizinha, para estar mais perto da neta, por sinal, sem saber bem o que era, dizia ser a sua namorada.
A campainha tocou. A senhora, já com a sua idade foi à porta. Do lado de fora estava o padrinho dele, e em surdina disse algo que ele não conseguiu perceber mas, tal como em outras alturas, se calhar o programa era melhor do que a conversa dos adultos ou então, a companhia da Maria João, era o seu nome.
- Artur tens uma chamada para ti. - Disse-lhe o padrinho.
Ele dirigiu-se para casa e foi até à sala, onde estava o telefone preto e pegou nele.
- Sim? - Disse.
- Artur, daqui é a Maria Helena...é para te dizer que o teu pai acabou de falecer – Disse-lhe da melhor maneira possível, sem muitos rodeios.
Ele desligou o telefone e, apaticamente foi novamente para casa da vizinha, ver o programa, estar ao pé da Maria João. É verdade que o seu pai tinha falecido mas, apenas tinha estado com ele uma mão cheia de dias e outra vazia de conhecimento.
Decorria o dia 21 de Dezembro de 1977.
A campainha tocou. A senhora, já com a sua idade foi à porta. Do lado de fora estava o padrinho dele, e em surdina disse algo que ele não conseguiu perceber mas, tal como em outras alturas, se calhar o programa era melhor do que a conversa dos adultos ou então, a companhia da Maria João, era o seu nome.
- Artur tens uma chamada para ti. - Disse-lhe o padrinho.
Ele dirigiu-se para casa e foi até à sala, onde estava o telefone preto e pegou nele.
- Sim? - Disse.
- Artur, daqui é a Maria Helena...é para te dizer que o teu pai acabou de falecer – Disse-lhe da melhor maneira possível, sem muitos rodeios.
Ele desligou o telefone e, apaticamente foi novamente para casa da vizinha, ver o programa, estar ao pé da Maria João. É verdade que o seu pai tinha falecido mas, apenas tinha estado com ele uma mão cheia de dias e outra vazia de conhecimento.
Decorria o dia 21 de Dezembro de 1977.
terça-feira, outubro 14, 2008
Silêncio e nada mais
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