segunda-feira, janeiro 30, 2006

Pensamento

"É impossível proceder ao infinito na série dos seres que se geram sucessivamente. Deve-se admitir, por isso, que existe um ser necessário que tenha em si toda a razão de sua existência, e do qual procedam todos os outros seres. A este chamamos Deus. "

(S. Tomás de Aquino)

domingo, janeiro 29, 2006

Eleane (em memória do meu passado) 3º Capitulo


- O Pai Natal a mim, nunca me trouxe nada do que eu queria, só me dá roupa e sapatos. - disse a pequena.
- E o que é que querias que ele te trouxesse? - perguntou ela.
- Queria que me trouxesse uma casa e uns Pais.
- E não querias antes que ele te trouxesse os teus Pais?
- Não. Se os meus Pais me deixaram atrás, não são os meus verdadeiros Pais. Se fossem tinham-me levado com eles, não é?
- Até um certo ponto tens razão Eleane, mas tens que pensar que, se calhar, foi para teu bem que te deixaram, não achas?
- Talvez, mas os meus verdadeiros Pais serão aqueles que me levarem para todo o lado onde forem.
Depressa chegou a noite de Natal. Todos andaram num virote o dia todo para o jantar sair uma coisa de luxo. Havia diversos doces, sobremesas, aperitivos e do bacalhau nem se fala. Só de pensar nele... estivessem lá que viam o que é que eu quero dizer.
Durante o jantar fartaram-se de rir. Via-se que havia alegria e felicidade naquela família...Oh! Desculpem, família por alguns dias, claro.
- Agora tenho que ir para a cama, não é Senhora Catarina. É para o Pai Natal me trazer uma prenda.
- É sim, Eleane. Pode ser que o Pai Natal te traga uma prenda diferente das que te tem trazido. Amanhã de manhã, quando te levantares, já deves ter qualquer coisa no sapatinho. - disse ela.
Naquela noite custou-lhes a adormecer. Talvez por ser véspera de Natal, talvez por...
- O que será que a Senhora Catarina e o Senhor Sérgio me vão oferecer? - pensou a pequena.
- Achas que ela vai gostar das prendas que lhe compramos? - perguntou o Sérgio.
- Acho que sim, pelo menos comprámos com gosto e sem olhar a preços. - respondeu a Catarina.
Ainda não eram sete da manhã, já a pequena batia à porta do quarto do casal.
- Senhora Catarina... Senhor Sérgio, posso ir ver o que é que o Pai Natal me trouxe? Posso? Prometo não estragar o presépio. - perguntou a pequena como se fosse uma coisa extraordinária. Como se nunca tivesse tido um Natal e aquele fosse o seu primeiro... e até de certo modo era-o.
(Continua)

sábado, janeiro 28, 2006

Eleane (em memória do meu passado) - 2º Capitulo



Trouxeram-lhes uma menina que aparentava ter 8 ou 9 anos no máximo. Tinha cabelos curtos e loiros, e olhos de um azul escuro. Vestido, trazia uma saia xadrez e uma blusa branca rendada no colarinho. Quando os viu, os seus pequenos olhos brilharam de alegria, mas ao mesmo tempo, apresentava uma expressão de desconfiança.
- Como é que te chamas, minha pequena? - perguntou a Senhora, que até então tinha estado calada.
- Eleane, minha senhora. - respondeu a pequena.
- Só Eleane?
- Só! Sabe, ela quando veio para cá tinha dois anos e os seus pais emigraram. A partir daí, nunca mais soubemos nada deles. Apenas que se chamava Eleane. - interpelou a Senhora da casa.
- É um nome bonito, sabias? - disse o Senhor.
- Dizem que é... - respondeu a pequena.
- E quantos anos tens?
- Tenho nove. – respondeu.
- Então já estás uma mulherzinha. - afirmou a Senhora.
A pequena riu-se da observação feita pela jovem senhora.
- Quando é que os Senhores pensam trazê-la de volta?
- Bem, se não houver problemas de maior, seria no dia 27. Acha bem?
- Não! Por mim não há problema! Apenas terá então que preencher alguns papeís, meras formalidades, como deve compreender.
Os dois dias seguintes passaram num abrir e fechar de olhos. Ele foi, passeios, diversões, brincadeiras, risos e muita conversa a mistura. Na rua quem olhasse para aquelas três pessoas diria sem hesitar:
- Olha para aquele casal feliz a passear com a sua filha. Até dá gosto ver uma família assim.
- Sabes Eleane, amanhã é a véspera de Natal! - exclamou a Senhora.
- Sei sim. Mas o que é a véspera de Natal? - perguntou a pequena.
- A véspera de Natal significa que no dia seguinte o Menino Jesus nasceu numa manjedoura em Belém e não num palácio. A família junta-se toda, faz-se um jantar especial onde se come coisas muito boas, e os mais pequenos como tu vão para a cama cedo, que é para o Pai Natal trazer muitas prendas. - respondeu ela.

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Meu Porto de abrigo


Tantas chamadas que recebi
Tantas palpitações que senti
O Amor tem destas coisas
E nem é preciso sermos noivas

Livro pra traduzir
Escada de subir
Tantos queijos por correio
E noitadas pelo meio

Ramos de Rosas pla manhã
Na cama ou no divã
Web câmaras com sorrisos
Apesar de muitos avisos

Serões no serviço
Marido e filhos nem por isso
Desejos e tensões
Mais beijos e sensações

No telemóvel nomes típicos dos Açores
O baixo-ventre com arrepios e tremores
Controle remoto do computador
Talvez um Porche aí que dor

Cafés da manhã com ternura
Chamadas telefónicas com doçura
Tanto amor para lhe dar
Pedro contigo eu quero casar

27 de Janeiro de 2006

(pequeno poema feito em jeito de carolice, pensamentos perdidos onde a musica de fundo é a Ternura dos 40)


terça-feira, janeiro 24, 2006

Eleane (Em memória do meu passado)


Em 6 capitulos, por assim dizer, aqui irei por um conto escrito por mim em tempos idos...para variar.


Eleane
(Em memória do meu passado)

Eles tinham-se casado há bem pouco tempo. Cerca de um mês e meio. Devido à vida que ele tinha levado até então, achou que devia fazê-lo, e ela concordou.
Desde os seus 8 anos que tinha andado de casa em casa, sem lugar fixo onde ficar. Hoje em casa dos tios, amanhã em casa da madrinha..."Vivia" como se fosse uma bola de Ping-Pong, que é empurrada de um lado para outro.
Nunca tinha tido um Natal como sonhara. Não é que sonhasse com uma coisa fora do vulgar. Não! Coitado dele, sonhava apenas com um Natal em família. Um Natal em que sentisse Amor, Carinho, Ternura e Paz. Prendas? Isso era para ele supérfluo. Apenas o calor humano de uma família bastava-lhe.
Até se ter casado, esse sonho continuou isso mesmo, Um Sonho.
Sempre pensou que, se não se realizasse esse sonho para si, quando pudesse, torná-lo-ia verdadeiro para quem ainda fosse um sonho.
Ambos foram aquela pequena casa, onde muitas crianças sem família, pensavam como ele em tempos pensara: ter um Natal.
- Os Senhores, preferem menino ou menina? - perguntou a Senhora responsável por aquela casa.
- Tanto faz! - responderam.
- E têm preferência na idade? - insistiu de novo a Senhora.
- Dos 8 aos 10, isto se for possível.
- E posso saber o porquê? - perguntou-o com um ar desconfiado.
- Talvez, porque, nestas idades, os sonhos que têm começam aos poucos a desvanescerem, e a não acreditarem neles. Aos poucos vão-se tornando em pesadelos e começam a duvidar de tudo e de todos que os rodeia. Aos poucos fecham-se para o mundo. Compreende a Senhora onde eu quero chegar?
- O Senhor é que sabe! Eu cá por mim só não quero é que maltratem as minhas crianças, de resto... todos os que aqui vêm, lá têm as suas razões.
(continua)

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Sentimento sentido

Chora se te consola e acalma
Porque essas lágrimas
Vêm de dentro do teu Coração
Como a pureza dos sentimentos
Que tens pela pessoa que partiu

Chora tudo agora
Pelo corpo que aí está
Frente a ti
E que à terra irá ser depositado
E em pó se transformará

Essa dor que dentro de ti sentes
É um misto de tristeza profunda
E alegria imensa porque
À terra será apenas um aglomerado de células
Enquanto a Alma, essa, libertou-se e está junto de Deus

Lembra-te
Meu bom Amigo
Que a mortalidade do corpo
Contrasta com a imortalidade da essência
E apesar do corpo deixar de se ver
Sentirás sempre a presença dela no teu âmago

Com o tempo
Deixarás de sentir essa dor
Da separação forçada, dura e brutal
E passarás a sentir a presença
Afável, meiga e conselheira por vezes
Qual Anjo junto de ti.

11 de Janeiro de 2006
Para o meu Amigo Luís Nunes que está a passar uma fase menos boa.

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Apenas um número



Para muitas pessoas, ingenuos talvez, trata-se apenas de um numero

Para outras pessoas, mais atrevidas, trata-se de uma posição sexual

Por fim, para as mais maduras e sensatas, trata-se apenas de uma maneira naif da apresentação do equilibrio espiritual e mental entre o bem e o mal, que se pode ver no seguinte simbolo, muito antigo por sinal:

quarta-feira, janeiro 04, 2006


A poesia
Está para os sonhadores
Como o beijo
Está para os amantes

terça-feira, janeiro 03, 2006

Laranjas


Os amigos
São como as laranjas
Uns têm e outros não…
Sumo

quinta-feira, dezembro 29, 2005

2006

Desejo um ano de 2006 cheio de tudo de bom para todos...inclusivé os outros.

terça-feira, dezembro 27, 2005

Templo do Senhor

Quando entro na tua casa
Senhor
Sinto uma enorme paz
Dentro de mim
Quais vasos sanguíneos
Que percorrem todo o meu ser


Quando na tua casa entro
Senhor meu Deus
Sinto os meus pecados
Mais recônditos
A virem ao de cima
Da imundície dos pensamentos
E serem purgados
Qual pecador assumindo a sua impureza

Quando entro na tua casa
Meu Deus e Senhor
Ouço as palavras que tens para nos dizer
E sinto-as no fundo do meu coração
Como se a mim
Fossem especialmente dirigidas
E por breves momentos
iluminam a minha essência

Quando aqui entro
E vejo o teu Filho
Ali
Pregado na cruz
Invade-me uma tristeza
Profunda por sinal
Por não ser capaz
De dar a outra face
Ou perdoar a quem me ofendeu

Quando entro aqui
Sinto-me renascido
Qual pedido de perdão
Em nome do pecado original,
Dos meus pensamentos
Palavras, actos e omissões
Aceite por ti sem duvida alguma
Apesar de todas as minhas incertezas
Meu Deus e Senhor.

27 de Dezembro de 2005

sexta-feira, dezembro 23, 2005

Natal

A todos que por aqui passam
e deixam um pouco de si
os meus mais sinceros votos
de um Santo Natal
com Amor, Paz e Alegria
sem esquecer a Esperança
e a Fé num mundo melhor.

terça-feira, dezembro 20, 2005

L Á B I O S


Esses teus lábios carnudos
São como doces morangos
Colhidos pela frescura da manhã
Ávidos de serem levemente saboreados
Trincados e desejados
Por quem sabe apreciar um bom beijo

14 de Dezembro de 2005

quinta-feira, dezembro 15, 2005

N A T A L


Hoje é dia de Natal.
O jornal fala dos pobres
em letras grandes e pretas,
traz versos e historietas
e desenhos bonitinhos,
e traz retratos também
dos bodos, bodos e bodos,
em casa de gente bem.

Hoje é dia de Natal.

- Mas quando será de todos?

Sidónio Muralha
Obras Completas do PoetaLisboa, Universitária Editora, 2002

quarta-feira, dezembro 14, 2005

terça-feira, dezembro 13, 2005

A utopia do Amor

O Amor a eterna utopia do ser humano
que por vezes confunde Amor com Sexo
e nas entrelinhas da vida vai vivendo
em busca desse Santo Graal
quando por vezes está ali mesmo
lado a lado connosco
e nós cegos pelo modelo de beleza
nem reparamos que ela
a beleza
é tudo menos o exterior do ser humano

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Minha Vela



Este corpo mortal
Onde provisoriamente habita
A minha alma imortal
É como uma caravela
Em alto mar
Buscando novos mundos

Este corpo mortal
Qual caravela
No meio de ventos bonançosos
Onde o sol expande toda a sua luz
Ou no meio de severas tempestades
Onde as gotas parecem facas afiadas
Necessita de velas abertas ao vento

Este corpo mortal
Ao qual estou preso
Meu Deus e Senhor
Por vezes esquece-se
Do teu Filho Jesus
Meu irmão
Minha vela que faz andar
Esta caravela que é a minha Alma

terça-feira, dezembro 06, 2005

Desejos...

Se tu soubesses
Minha musa inspiradora
O quanto desejo
Ardentemente
Não duvides
Cobrir todo o teu corpo
De beijos e mais beijos
Como quem semeia
Um campo fértil
Á espera de ser banhado
Com frutos de mil cores.

quinta-feira, dezembro 01, 2005

Setimento maldito



O amor tem destas coisas
Amar-se tanto alguém
Que por vezes
Pensamos em morrer
Por Amor a esse alguém

quarta-feira, novembro 16, 2005

Xadrez


Neste tabuleiro da vida
Qual partida de xadrez
Jogamos um eterno e romântico
Jogo de amor
Onde o rei e a rainha
Entre encontros e desencontros
Vão-se seduzindo mutuamente
Em busca do xeque-mate final
Altura em que
Se unirão para todo o sempre.

quinta-feira, novembro 10, 2005

Duas obras de arte - O mesmo artista (Miguel Angelo)



Duas obras primas do mesmo artista. A primeira pouco conhecida, datada de 1550, a segunda, mundialmente famosa, datada de 1499. Qualquer uma delas dá pelo mesmo nome. A primeira, segundo dizem, é o artista (na pele de Deus) a segurar o Filho Jesus, tendo o apoio dos Anjos da Guarda, a segunda é a mãe de Cristo com ele nos braços, qual mãe a segurar o seu filho depois deste se ter separado em dois (a parte carnal à terra, a parte espiritual à origem).
Duas belas imagens dignas de aqui serem mostradas.
Agradeço a quem souber onde arranjar a primeira para pintar, seja em gesso, marfinite ou outro material, que me diga.

quarta-feira, novembro 09, 2005

Uma linda historia de Amor


Recebi esta pequena historia por mail. Como é sentimental e dá que pensar aqui fica para, quem quer que por aqui passe lei-a e pense um pouco sobre o DAR e RECEBER.

Vale a pena ler tudo, mesmo que possa ter lido antes.

"Ele quase não viu a senhora, com o carro parado no estacionamento. Chovia muito e já era noite, mas percebeu que ela precisava de ajuda. Assim parou o seu carro e aproximou-se.

O carro dela cheirava a tinta, por ser tão novo.
Iria ele fazer alguma coisa? Não parecia seguro, parecia pobre e com fome. Ele pode ver que ela estava com muito medo e disse: - Eu estou aqui para ajudar a senhora, não se preocupe. - Por que não espera no carro onde está quentinho?
- A propósito, chamo-me Renato.
Bem, tudo o que ela tinha era um pneu furado, mas para uma senhora de idade avançada era mau.

Renato abaixou-se, colocou o macaco e levantou o carro.
Logo ele já estava trocando o pneu.
Mas ficou um tanto sujo e ainda feriu uma das mãos.

Enquanto apertava as porcas da roda ela abriu a janela e começou a conversar com ele.
Contou que era de São Paulo e que só estava de passagem por ali e que não sabia como agradecer pela preciosa ajuda.

Renato apenas sorriu enquanto se levantava...
Ela perguntou quanto devia.
Qualquer quantia teria sido muito pouco para ela.

Já tinha imaginado todas as terríveis coisas que poderiam ter acontecido se Renato não tivesse parado e ajudado.
Renato não pensava em dinheiro, aquilo não era um trabalho para ele.

Gostava de ajudar quando alguém tinha necessidade e Deus já lhe havia ajudado bastante.
Este era seu modo de viver e nunca lhe ocorreu agir de outro modo.

E respondeu:
- Se realmente quiser me pagar, da próxima vez que encontrar alguém que precise de ajuda, dê para aquela pessoa a ajuda de que ela precisar.
E acrescentou:
- E lembre-se de mim.
Esperou até que ela saísse com o carro e também se foi.
Tinha sido um dia frio e deprimente, mas ele se sentia bem, indo para casa, desaparecendo no crepúsculo.

Alguns quilómetros abaixo a senhora parou seu carro num pequeno restaurante.
Entrou para comer alguma coisa.

Era um restaurante muito simples, e tudo ali era estranho para ela.

A empregada veio até ela e trouxe-lhe uma toalha limpa para que pudesse esfregar e secar o cabelo molhado e lhe dirigiu um doce sorriso, um sorriso que mesmo os pés doendo por um dia inteiro de trabalho não pode apagar.

A senhora notou que a empregada estava com quase oito meses de gravidez, mas ela não deixou a tensão e as dores mudarem sua atitude.
A senhora ficou curiosa em saber como alguém que tinha tão pouco, podia tratar tão bem a um estranho.

Então se lembrou de Renato.
Depois que terminou a sua refeição, e enquanto a empregada buscava troco para a nota de cem reais, a senhora se retirou.

Já tinha partido quando a empregada voltou.
A empregada ainda queria saber onde a senhora poderia ter ido quando notou algo escrito no guardanapo, sob o qual tinha mais 4 notas de R$100.

Existiam lágrimas em seus olhos quando leu o que a senhora escreveu.
Dizia: Você não me deve nada, eu já tenho o bastante.
Alguém me ajudou hoje e da mesma forma estou lhe ajudando.
Se você realmente quiser me reembolsar por este dinheiro, não deixe este círculo de amor terminar com você, ajude alguém.

Bem, havia mesas para limpar, açucareiros para encher, e pessoas para servir, e a empregada voltou ao trabalho.
Naquela noite, quando foi para casa cansada e deitou-se na cama, seu marido já estava dormindo e ela ficou pensando no dinheiro e no que a senhora deixou escrito.
Como pôde aquela senhora saber o quanto ela e o marido precisavam disto?
Com o bebé que estava para nascer no próximo mês, como estava difícil!
Ficou pensando na bênção que havia recebido, deu um grande sorriso, agradeceu a Deus e virou-se para o preocupado marido que dormia ao lado, deu-lhe um beijo macio e sussurrou: Tudo ficará bem; eu te amo...Renato!

Pense nisso, e se você quiser me pagar por este e-mail, retransmita-o aos seus amigos e não deixe isto morrer com você...

A VIDA É ASSIM... UM ESPELHO... TUDO QUE VC TRANSMITE VOLTA PRA
VOCÊ E
GERALMENTE EM DOBRO...

"Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo. Lc 6.38"

Tenha uma Semana abençoada em nome de Jesus. "

domingo, novembro 06, 2005

Todos os dias


Todos os dias
Novos pensamentos
Povoam as nossas mentes
Como sementes
Lançadas na terra húmida de suor.

Umas
Germinam
Crescem e dão frutos
Enquanto outras
Não chegam a passar disso
De meros pensamentos.

27 de Setembro de 2005

quarta-feira, novembro 02, 2005

Lugar Sagrado


Como o próprio titulo induz, este sitio, "descoberto" à dias, tem sido um local sossegado, calmo, cheio de paz e luz, onde me banho. Aqui compartilho parte dele:

"Imagino Jesus, sentado ou de pé, junto a mim.
Falo-lhe do que sinto e oiço-O, como dois amigos íntimos."

Porque não, de quando em vez ir-mos lá e saborear-mos o que nos é dito?
Aqui fica o endereço.

segunda-feira, outubro 31, 2005

Ninguém



O verdadeiro Amor
Tem destas contradições
Amar-se em silêncio
Alguém profundamente
E no entanto
Esse alguém
Que para nós é tudo
Por vezes
Somos ninguém

terça-feira, outubro 25, 2005

Olhos negros



Se os meus olhos
Fossem negros
Como a escuridão da noite,
Amar-te-ia na mesma
Com o fervor de quem
Tem olhos para te ver
Porque o Amor não está
No olhar de quem vê mas sim
No Coração de quem sente.

25 de Outubro de 2005

sexta-feira, outubro 21, 2005

Colegas e Amigas


No meio de tantas beldades
Apetecíveis por sinal
Quase me sinto um Eunuco
É que apesar das diferentes idades
E de ser possuidor do coiso e tal
Só trabalho e não manduco.

20 de Outubro de 2005

quinta-feira, outubro 13, 2005

Relógio da Vida


Relógio da vida

Enquanto o relógio vai marcando
O tempo contratempo
Deus na sua infinda vontade de criar
Vida para ser vivida
Vai brincando com o tempo
Qual passatempo
Do pouco tempo que temos
Do muito que ainda temos que passar
Enquanto o relógio vai marcando
O tempo.

13 de Outubro de 2005

terça-feira, outubro 11, 2005

Oração de Proteção à Família
Senhor Jesus Cristo,eu (nome completo) coloco a minha casa,
a minha família (coloque o primeiro nome de cada familiar),
todos os que moram comigo,
sob a proteção do vosso sangue precioso.
Protegei esta casa de assaltos, incêndio, violência,
calúnia, difamação, maldição, pragas, mau olhado e todo mal.
Qualquer pessoa que tenha má intenção, maldade,
não consiga permanecer nesta casa nem passe por esta porta,
em que entronizo esta oração.
E assim como lemos no livro do Êxodo capítulo 12
(quando o senhor protegeu as casas dos israelitas),
que minha casa, por meio desta oração de proteção,
seja marcada com o sangue do Senhor Jesus Cristo,
sinal de proteção contra todo e qualquer tipo de flagelo.
Invoco a intercessão especial da Virgem Maria
e de São Miguel Arcanjo confirmando esta oração.
Enfim, esta porta e toda a minha casa sejam seladas,
marcadas e protegidas no sangue libertador
de nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.
(Padre Marcelo Rossi)

quinta-feira, outubro 06, 2005



" Nem sempre
Parecemos o que sentimos
E nem sempre
Sentimos o que parecemos"

quinta-feira, setembro 08, 2005

sexta-feira, setembro 02, 2005

Quando o Amor chegar

"E quando o Amor bater à porta
por mais banal que pareça
deixa-o
deixa-o entrar devagar
como quem está a apreciar
uma obra de arte rara...como tu"


02 de Setembro de 2005

sexta-feira, agosto 12, 2005

Renascer de algo...talvez!


No meio deste verde
Banhado leve levemente
Pelas águas calmas do Atlântico
Penso e repenso
Sobre tudo
Ou sobre nada
Mas como diz o filosofo
Se penso
é sobre alguma coisa
Porque o nada
Esse
Só existe na nossa mente.
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terça-feira, julho 12, 2005

O Fim


Como tudo (sem excepção), existe um principio, um meio e um fim. Este blog nasceu como qualquer outro...até um dia. Hoje, apesar de já ter feito um ano de existência e cerca de 16 000 visitas e muitas amizades (virtuais e reais) decidi dar por fim sem qualquer razão aparente ou de forma maior, no entanto...a minha vida continuará assim como as minhas palavras escritas aqui e ali. Espero que me compreendam. Um dia talvez volte aqui, dar noticias de mim. Obrigado a todos que por aqui passaram, deixaram um pouco de si e levaram um pouco de mim. Desta praia bela e serena vou levantar voo até que as asas me deixem...entre o azul do mar e o azul do céu. Posted by Picasa

sexta-feira, julho 08, 2005

Divindade



" Neste oceano em que me banho
Local onde me torno puro
Das impurezas da alma
é puro e cristalino
Como a divindade de Deus"
Posted by Picasa

sexta-feira, julho 01, 2005


...para todos vós! Posted by Picasa

quarta-feira, junho 29, 2005

Nas asas do Amor



Voa...
Voa minha alma ardente
sedenta de desejo
em busca do que sentes

Voa...
Voa para além do mar
para além do vento e das marés
à procura de que desejas

Voa...
Voa nas asas dos ventos cósmicos
no meio de auroras boreais
ou por entre as nuvens que te prendem
ao encontro de ti...
ao encontro de mim

Voa...
Desprende-te do corpo
onde te encontras
deixa a alma fluir e
levanta voo a meu lado

Voa...
Voa comigo
e nesta eternidade que nos une
faremos o voo perfeito
onde os dois corpos
tornar-se-ão num só
até que o infinito os separe.

28 de Junho de 2004 Posted by Hello

terça-feira, junho 28, 2005

Sanjoaninas 2005


Sonho de criança

Viemos da Conceição
com desejos de mil cores
e com esta simples canção
brindar estes nossos Açores

São João é nosso amigo
e ás crianças tudo aceita
o Sonho é o nosso abrigo
e a Micas a nossa eleita

O Sonho saiu à rua
p`ra brincar com São João
olha para cima e vê a Lua
mas não percas a devoção

Somos crianças apenas
de corações cheios de amor
poderemos parecer pequenas
mas temos um abraço acolhedor

Ao centro desta linda cidade
viemos trazer alegria
e sem qualquer vaidade
as vossas palmas nos honraria

O Sonho saiu à rua
p`ra brincar com São João
olha para cima e vê a Lua
mas não percas a devoção

Paulo Roldão

(O meu contributo para estas festas maravilhosas - Marcha do Centro Ocupacional O Sonho)
Posted by Hello

segunda-feira, junho 20, 2005

Cantada


Nesta noite
quase de Lua Cheia
por debaixo deste
tecto escuro e colorido
sinto-me
uma Gaivota
ou um pássaro livre.

Todo o meu ser voa nesta sala
como se parte de mim
estivesse a pairar sobre
e a outra parte não.

Na leveza do espírito
e na simplicidade da alma
por momentos
fui o anjo de mim mesmo,
via e sentia o que ele
já sabia.

De olhos semicerrados
saboreei um prato raro
com especiarias já extintas
acompanhado de um néctar divino
envelhecido ao longo
dos tempos já esquecidos.

Nesta noite
quase de Lua Cheia
vejo milhares de pontinhos brancos
centenas de estrelas cadentes
dezenas de cometas,
mas nesta noite,
apenas se vê
um pequeno grão
de luz multicolor muito raro
que no silêncio da noite
sem que ninguém se aperceba
atravessa esta sala.

Letra a letra
palavra a palavra
ia nascendo,
aos poucos é certo,
poemas complexos
cheios de simplicidade,
eu pairando por sobre mim
ia assistindo a este nascimento
e ao mesmo tempo
cheirando os aromas das notas
que ao acaso iam
acompanhando este
parto indolor.

Os lábios que brotavam
esta melodiosa
harmonia conjugal
não eram de uma simples mortal,
eram de uma Deusa,
de uma alma que já atingiu a perfeição
e mesmo assim,
voltou para cantar e encantar
quem debaixo deste tecto se encontrava.

Os dedos simples e esguios
que ao de leve tocavam as cordas
eram deles que vinha
o som embalante e sensual,
as cordas eram um mero artificio
de quem toca sem precisar de tocar.

O meu Coração
foi pequeno demais
para absorver naquele momento
tanto romantismo
tanta pureza
tanto amor

Por debaixo deste tecto escuro
as luzes apagaram-se de vez.
O pequeno grão
de luz multicolor muito raro
como chegou, assim partiu
mas deixou lembranças
em quem estava e ficou.
Nos trocadilhos ditos e não ditos
sentidos e não falados
plantou a mensagem que trazia.

Quem a captou sentirá o que sinto,
um sentimento misto
de felicidade e paixão.
Felicidade por agora saber
que não estou só
onde quer que eu esteja,
Paixão por ter aprendido a amar
as coisas mais simples da vida
como uma nota de música
ou uma simples palavra,
tal como a sensação de ser,
por breves momentos,
anjo de mim mesmo.

Agora que deixei de pairar
por sobre mim
e sou uno nesta minha dualidade
sinto uma sensação
de paz profunda
uma calma angelical
que absorve todos os meus sentidos.
Por momentos estive
onde queria estar
e nunca estive,
por momentos senti-me etéreo
por momentos...
foi mais que meia hora.

Agora,
segundos passados,
depois de preliminares sentidos
sinto-me quase que a cometer
um adultério sem o ser,
uma sensação de prazer estonteante
que culminou num clímax
de sentidos indescritíveis.

16 de Junho de 2003

sexta-feira, junho 17, 2005

Paz no Mundo só


Quando
a Amizade for pura e isenta de interesses

Quando
não se olhar à cor ou raça

Quando
não se pensar no credo ou na religião

Quando
as diferenças não forem objectores de consciência

Quando
todos dermos as mãos

Quando...for substituída por Agora ou Já

14 de Junho de 2005
Posted by Hello

segunda-feira, junho 13, 2005

Olhos que cegam


Os teus olhos
Cor de carvão puro e intacto
Aninhados justamente no meio
De um branco quase angelical
Como branco é o lenço
Que cobre o teu cabelo
Afaga o teu pescoço

Os teus olhos
Debruçados no meio
Desse rosto perfeito
Qual peça de porcelana
Estatua de um mestre intemporal
Quase me cegam com essa luz
Que emanas sem saber

Os teus olhos
Esses teus deslumbrantes diamantes negros
Duas Luas numa noite sem estrelas
São uma visão infinita do meu ser
Do teu imaculado rosto de cetim
Onde escondes o teu sedoso cabelo
Intocável por debaixo desse lenço puro...como tu.


13 de Junho de 2005
Posted by Hello