sábado, janeiro 28, 2006

Eleane (em memória do meu passado) - 2º Capitulo



Trouxeram-lhes uma menina que aparentava ter 8 ou 9 anos no máximo. Tinha cabelos curtos e loiros, e olhos de um azul escuro. Vestido, trazia uma saia xadrez e uma blusa branca rendada no colarinho. Quando os viu, os seus pequenos olhos brilharam de alegria, mas ao mesmo tempo, apresentava uma expressão de desconfiança.
- Como é que te chamas, minha pequena? - perguntou a Senhora, que até então tinha estado calada.
- Eleane, minha senhora. - respondeu a pequena.
- Só Eleane?
- Só! Sabe, ela quando veio para cá tinha dois anos e os seus pais emigraram. A partir daí, nunca mais soubemos nada deles. Apenas que se chamava Eleane. - interpelou a Senhora da casa.
- É um nome bonito, sabias? - disse o Senhor.
- Dizem que é... - respondeu a pequena.
- E quantos anos tens?
- Tenho nove. – respondeu.
- Então já estás uma mulherzinha. - afirmou a Senhora.
A pequena riu-se da observação feita pela jovem senhora.
- Quando é que os Senhores pensam trazê-la de volta?
- Bem, se não houver problemas de maior, seria no dia 27. Acha bem?
- Não! Por mim não há problema! Apenas terá então que preencher alguns papeís, meras formalidades, como deve compreender.
Os dois dias seguintes passaram num abrir e fechar de olhos. Ele foi, passeios, diversões, brincadeiras, risos e muita conversa a mistura. Na rua quem olhasse para aquelas três pessoas diria sem hesitar:
- Olha para aquele casal feliz a passear com a sua filha. Até dá gosto ver uma família assim.
- Sabes Eleane, amanhã é a véspera de Natal! - exclamou a Senhora.
- Sei sim. Mas o que é a véspera de Natal? - perguntou a pequena.
- A véspera de Natal significa que no dia seguinte o Menino Jesus nasceu numa manjedoura em Belém e não num palácio. A família junta-se toda, faz-se um jantar especial onde se come coisas muito boas, e os mais pequenos como tu vão para a cama cedo, que é para o Pai Natal trazer muitas prendas. - respondeu ela.

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Meu Porto de abrigo


Tantas chamadas que recebi
Tantas palpitações que senti
O Amor tem destas coisas
E nem é preciso sermos noivas

Livro pra traduzir
Escada de subir
Tantos queijos por correio
E noitadas pelo meio

Ramos de Rosas pla manhã
Na cama ou no divã
Web câmaras com sorrisos
Apesar de muitos avisos

Serões no serviço
Marido e filhos nem por isso
Desejos e tensões
Mais beijos e sensações

No telemóvel nomes típicos dos Açores
O baixo-ventre com arrepios e tremores
Controle remoto do computador
Talvez um Porche aí que dor

Cafés da manhã com ternura
Chamadas telefónicas com doçura
Tanto amor para lhe dar
Pedro contigo eu quero casar

27 de Janeiro de 2006

(pequeno poema feito em jeito de carolice, pensamentos perdidos onde a musica de fundo é a Ternura dos 40)


terça-feira, janeiro 24, 2006

Eleane (Em memória do meu passado)


Em 6 capitulos, por assim dizer, aqui irei por um conto escrito por mim em tempos idos...para variar.


Eleane
(Em memória do meu passado)

Eles tinham-se casado há bem pouco tempo. Cerca de um mês e meio. Devido à vida que ele tinha levado até então, achou que devia fazê-lo, e ela concordou.
Desde os seus 8 anos que tinha andado de casa em casa, sem lugar fixo onde ficar. Hoje em casa dos tios, amanhã em casa da madrinha..."Vivia" como se fosse uma bola de Ping-Pong, que é empurrada de um lado para outro.
Nunca tinha tido um Natal como sonhara. Não é que sonhasse com uma coisa fora do vulgar. Não! Coitado dele, sonhava apenas com um Natal em família. Um Natal em que sentisse Amor, Carinho, Ternura e Paz. Prendas? Isso era para ele supérfluo. Apenas o calor humano de uma família bastava-lhe.
Até se ter casado, esse sonho continuou isso mesmo, Um Sonho.
Sempre pensou que, se não se realizasse esse sonho para si, quando pudesse, torná-lo-ia verdadeiro para quem ainda fosse um sonho.
Ambos foram aquela pequena casa, onde muitas crianças sem família, pensavam como ele em tempos pensara: ter um Natal.
- Os Senhores, preferem menino ou menina? - perguntou a Senhora responsável por aquela casa.
- Tanto faz! - responderam.
- E têm preferência na idade? - insistiu de novo a Senhora.
- Dos 8 aos 10, isto se for possível.
- E posso saber o porquê? - perguntou-o com um ar desconfiado.
- Talvez, porque, nestas idades, os sonhos que têm começam aos poucos a desvanescerem, e a não acreditarem neles. Aos poucos vão-se tornando em pesadelos e começam a duvidar de tudo e de todos que os rodeia. Aos poucos fecham-se para o mundo. Compreende a Senhora onde eu quero chegar?
- O Senhor é que sabe! Eu cá por mim só não quero é que maltratem as minhas crianças, de resto... todos os que aqui vêm, lá têm as suas razões.
(continua)

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Sentimento sentido

Chora se te consola e acalma
Porque essas lágrimas
Vêm de dentro do teu Coração
Como a pureza dos sentimentos
Que tens pela pessoa que partiu

Chora tudo agora
Pelo corpo que aí está
Frente a ti
E que à terra irá ser depositado
E em pó se transformará

Essa dor que dentro de ti sentes
É um misto de tristeza profunda
E alegria imensa porque
À terra será apenas um aglomerado de células
Enquanto a Alma, essa, libertou-se e está junto de Deus

Lembra-te
Meu bom Amigo
Que a mortalidade do corpo
Contrasta com a imortalidade da essência
E apesar do corpo deixar de se ver
Sentirás sempre a presença dela no teu âmago

Com o tempo
Deixarás de sentir essa dor
Da separação forçada, dura e brutal
E passarás a sentir a presença
Afável, meiga e conselheira por vezes
Qual Anjo junto de ti.

11 de Janeiro de 2006
Para o meu Amigo Luís Nunes que está a passar uma fase menos boa.

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Apenas um número



Para muitas pessoas, ingenuos talvez, trata-se apenas de um numero

Para outras pessoas, mais atrevidas, trata-se de uma posição sexual

Por fim, para as mais maduras e sensatas, trata-se apenas de uma maneira naif da apresentação do equilibrio espiritual e mental entre o bem e o mal, que se pode ver no seguinte simbolo, muito antigo por sinal:

quarta-feira, janeiro 04, 2006


A poesia
Está para os sonhadores
Como o beijo
Está para os amantes

terça-feira, janeiro 03, 2006

Laranjas


Os amigos
São como as laranjas
Uns têm e outros não…
Sumo

quinta-feira, dezembro 29, 2005

2006

Desejo um ano de 2006 cheio de tudo de bom para todos...inclusivé os outros.

terça-feira, dezembro 27, 2005

Templo do Senhor

Quando entro na tua casa
Senhor
Sinto uma enorme paz
Dentro de mim
Quais vasos sanguíneos
Que percorrem todo o meu ser


Quando na tua casa entro
Senhor meu Deus
Sinto os meus pecados
Mais recônditos
A virem ao de cima
Da imundície dos pensamentos
E serem purgados
Qual pecador assumindo a sua impureza

Quando entro na tua casa
Meu Deus e Senhor
Ouço as palavras que tens para nos dizer
E sinto-as no fundo do meu coração
Como se a mim
Fossem especialmente dirigidas
E por breves momentos
iluminam a minha essência

Quando aqui entro
E vejo o teu Filho
Ali
Pregado na cruz
Invade-me uma tristeza
Profunda por sinal
Por não ser capaz
De dar a outra face
Ou perdoar a quem me ofendeu

Quando entro aqui
Sinto-me renascido
Qual pedido de perdão
Em nome do pecado original,
Dos meus pensamentos
Palavras, actos e omissões
Aceite por ti sem duvida alguma
Apesar de todas as minhas incertezas
Meu Deus e Senhor.

27 de Dezembro de 2005

sexta-feira, dezembro 23, 2005

Natal

A todos que por aqui passam
e deixam um pouco de si
os meus mais sinceros votos
de um Santo Natal
com Amor, Paz e Alegria
sem esquecer a Esperança
e a Fé num mundo melhor.

terça-feira, dezembro 20, 2005

L Á B I O S


Esses teus lábios carnudos
São como doces morangos
Colhidos pela frescura da manhã
Ávidos de serem levemente saboreados
Trincados e desejados
Por quem sabe apreciar um bom beijo

14 de Dezembro de 2005

quinta-feira, dezembro 15, 2005

N A T A L


Hoje é dia de Natal.
O jornal fala dos pobres
em letras grandes e pretas,
traz versos e historietas
e desenhos bonitinhos,
e traz retratos também
dos bodos, bodos e bodos,
em casa de gente bem.

Hoje é dia de Natal.

- Mas quando será de todos?

Sidónio Muralha
Obras Completas do PoetaLisboa, Universitária Editora, 2002

quarta-feira, dezembro 14, 2005

terça-feira, dezembro 13, 2005

A utopia do Amor

O Amor a eterna utopia do ser humano
que por vezes confunde Amor com Sexo
e nas entrelinhas da vida vai vivendo
em busca desse Santo Graal
quando por vezes está ali mesmo
lado a lado connosco
e nós cegos pelo modelo de beleza
nem reparamos que ela
a beleza
é tudo menos o exterior do ser humano

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Minha Vela



Este corpo mortal
Onde provisoriamente habita
A minha alma imortal
É como uma caravela
Em alto mar
Buscando novos mundos

Este corpo mortal
Qual caravela
No meio de ventos bonançosos
Onde o sol expande toda a sua luz
Ou no meio de severas tempestades
Onde as gotas parecem facas afiadas
Necessita de velas abertas ao vento

Este corpo mortal
Ao qual estou preso
Meu Deus e Senhor
Por vezes esquece-se
Do teu Filho Jesus
Meu irmão
Minha vela que faz andar
Esta caravela que é a minha Alma

terça-feira, dezembro 06, 2005

Desejos...

Se tu soubesses
Minha musa inspiradora
O quanto desejo
Ardentemente
Não duvides
Cobrir todo o teu corpo
De beijos e mais beijos
Como quem semeia
Um campo fértil
Á espera de ser banhado
Com frutos de mil cores.

quinta-feira, dezembro 01, 2005

Setimento maldito



O amor tem destas coisas
Amar-se tanto alguém
Que por vezes
Pensamos em morrer
Por Amor a esse alguém

quarta-feira, novembro 16, 2005

Xadrez


Neste tabuleiro da vida
Qual partida de xadrez
Jogamos um eterno e romântico
Jogo de amor
Onde o rei e a rainha
Entre encontros e desencontros
Vão-se seduzindo mutuamente
Em busca do xeque-mate final
Altura em que
Se unirão para todo o sempre.

quinta-feira, novembro 10, 2005

Duas obras de arte - O mesmo artista (Miguel Angelo)



Duas obras primas do mesmo artista. A primeira pouco conhecida, datada de 1550, a segunda, mundialmente famosa, datada de 1499. Qualquer uma delas dá pelo mesmo nome. A primeira, segundo dizem, é o artista (na pele de Deus) a segurar o Filho Jesus, tendo o apoio dos Anjos da Guarda, a segunda é a mãe de Cristo com ele nos braços, qual mãe a segurar o seu filho depois deste se ter separado em dois (a parte carnal à terra, a parte espiritual à origem).
Duas belas imagens dignas de aqui serem mostradas.
Agradeço a quem souber onde arranjar a primeira para pintar, seja em gesso, marfinite ou outro material, que me diga.

quarta-feira, novembro 09, 2005

Uma linda historia de Amor


Recebi esta pequena historia por mail. Como é sentimental e dá que pensar aqui fica para, quem quer que por aqui passe lei-a e pense um pouco sobre o DAR e RECEBER.

Vale a pena ler tudo, mesmo que possa ter lido antes.

"Ele quase não viu a senhora, com o carro parado no estacionamento. Chovia muito e já era noite, mas percebeu que ela precisava de ajuda. Assim parou o seu carro e aproximou-se.

O carro dela cheirava a tinta, por ser tão novo.
Iria ele fazer alguma coisa? Não parecia seguro, parecia pobre e com fome. Ele pode ver que ela estava com muito medo e disse: - Eu estou aqui para ajudar a senhora, não se preocupe. - Por que não espera no carro onde está quentinho?
- A propósito, chamo-me Renato.
Bem, tudo o que ela tinha era um pneu furado, mas para uma senhora de idade avançada era mau.

Renato abaixou-se, colocou o macaco e levantou o carro.
Logo ele já estava trocando o pneu.
Mas ficou um tanto sujo e ainda feriu uma das mãos.

Enquanto apertava as porcas da roda ela abriu a janela e começou a conversar com ele.
Contou que era de São Paulo e que só estava de passagem por ali e que não sabia como agradecer pela preciosa ajuda.

Renato apenas sorriu enquanto se levantava...
Ela perguntou quanto devia.
Qualquer quantia teria sido muito pouco para ela.

Já tinha imaginado todas as terríveis coisas que poderiam ter acontecido se Renato não tivesse parado e ajudado.
Renato não pensava em dinheiro, aquilo não era um trabalho para ele.

Gostava de ajudar quando alguém tinha necessidade e Deus já lhe havia ajudado bastante.
Este era seu modo de viver e nunca lhe ocorreu agir de outro modo.

E respondeu:
- Se realmente quiser me pagar, da próxima vez que encontrar alguém que precise de ajuda, dê para aquela pessoa a ajuda de que ela precisar.
E acrescentou:
- E lembre-se de mim.
Esperou até que ela saísse com o carro e também se foi.
Tinha sido um dia frio e deprimente, mas ele se sentia bem, indo para casa, desaparecendo no crepúsculo.

Alguns quilómetros abaixo a senhora parou seu carro num pequeno restaurante.
Entrou para comer alguma coisa.

Era um restaurante muito simples, e tudo ali era estranho para ela.

A empregada veio até ela e trouxe-lhe uma toalha limpa para que pudesse esfregar e secar o cabelo molhado e lhe dirigiu um doce sorriso, um sorriso que mesmo os pés doendo por um dia inteiro de trabalho não pode apagar.

A senhora notou que a empregada estava com quase oito meses de gravidez, mas ela não deixou a tensão e as dores mudarem sua atitude.
A senhora ficou curiosa em saber como alguém que tinha tão pouco, podia tratar tão bem a um estranho.

Então se lembrou de Renato.
Depois que terminou a sua refeição, e enquanto a empregada buscava troco para a nota de cem reais, a senhora se retirou.

Já tinha partido quando a empregada voltou.
A empregada ainda queria saber onde a senhora poderia ter ido quando notou algo escrito no guardanapo, sob o qual tinha mais 4 notas de R$100.

Existiam lágrimas em seus olhos quando leu o que a senhora escreveu.
Dizia: Você não me deve nada, eu já tenho o bastante.
Alguém me ajudou hoje e da mesma forma estou lhe ajudando.
Se você realmente quiser me reembolsar por este dinheiro, não deixe este círculo de amor terminar com você, ajude alguém.

Bem, havia mesas para limpar, açucareiros para encher, e pessoas para servir, e a empregada voltou ao trabalho.
Naquela noite, quando foi para casa cansada e deitou-se na cama, seu marido já estava dormindo e ela ficou pensando no dinheiro e no que a senhora deixou escrito.
Como pôde aquela senhora saber o quanto ela e o marido precisavam disto?
Com o bebé que estava para nascer no próximo mês, como estava difícil!
Ficou pensando na bênção que havia recebido, deu um grande sorriso, agradeceu a Deus e virou-se para o preocupado marido que dormia ao lado, deu-lhe um beijo macio e sussurrou: Tudo ficará bem; eu te amo...Renato!

Pense nisso, e se você quiser me pagar por este e-mail, retransmita-o aos seus amigos e não deixe isto morrer com você...

A VIDA É ASSIM... UM ESPELHO... TUDO QUE VC TRANSMITE VOLTA PRA
VOCÊ E
GERALMENTE EM DOBRO...

"Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo. Lc 6.38"

Tenha uma Semana abençoada em nome de Jesus. "