segunda-feira, janeiro 31, 2005

Utopia


No desejo de um pensamento
imagem tornada realidade
de uma utopia sonhada,
é nela que me vejo e sustento
talvez seja uma verdade
ou apenas uma ideia imaginada.

27 de Janeiro de 2005
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domingo, janeiro 30, 2005

Vambora - Letra de Adriana Calcanhotto



Entre por essa porta agora
E diga que me adora
Você tem meia hora
P'ra mudar a minha vida
Vem vambora
Que o que você demora
É o que o tempo leva

Ainda tem o seu perfume pela casa
Ainda tem você na sala
Porque meu coração dispara
Quando tem o seu cheiro
Dentro de um livro
Dentro da noite veloz

Ainda tem o seu perfume pela casa
Ainda tem você na sala
Porque meu coração dispara
Quando tem o seu cheiro
Dentro de um livro
Na cinza das horas
 Posted by Hello

sexta-feira, janeiro 28, 2005

A Lua (dizem os ingleses) Poema de Fernando Pessoa

A LUA (dizem os ingleses)
É feita de queijo verde.
Por mais que pense mil vezes
Sempre uma idéia se perde.
E era essa, era, era essa,
Que haveria de salvar
Minha alma da dor da pressa
De... não sei se é desejar.

Sim, todos os meus reveses
São de estar sentir pensando...
A Lua (dizem os ingleses)
É azul de quando em quando.

segunda-feira, janeiro 24, 2005

Borboleta

Esta noite
sonhei contigo
minha borboleta
que por sobre mim
voaste e poisaste
levemente

Esta noite
sonhei contigo
minha borboleta
corpos nús
entrelaçados com
as ondas do mar

Esta noite
sonhei contigo
minha borboleta
no meio das
areias finas
dessa praia deserta

Esta noite
sonhei contigo
minha borboleta
sem palavras nos amámos
com uma brisa quente
qual lençol de cetim

Esta noite
sonhei contigo
minha borboleta
voaste para longe
levando o pólen
da minha flor

Esta noite
sonhei
como sonho
outras noites
contigo
minha doce Borboleta.

23 de Janeiro de 2005

quinta-feira, janeiro 20, 2005

Quase um poema de amor

Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor.
E é o que eu sei fazer com mais delicadeza!
A nossa natureza
Lusitana
Tem essa humana
Graça
Feiticeira
De tornar de cristal
A mais sentimental
E baça
Bebedeira.

Mas ou seja que vou envelhecendo
E ninguém me deseje apaixonado,
Ou que a antiga paixão
Me mantenha calado
O coração
Num íntimo pudor,
--- Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor

Miguel Torga

(Nesta altura em que se comemora Miguel Torga, não quis deixar de estar presente e, entre muitos, escolhi este.)

segunda-feira, janeiro 17, 2005

Mera duvida laboral

Este meu pequeno poema, talvez não vos diga muita coisa, no contexto em que costumo escrever. É mais um desabafo mudo, uma raiva contida ou um mero deitar para o ar...mas deu-me gozo acreditem.



Mera duvida laboral


Neste terminus de longas amizades
não resisto à tentação
de aqui dizer algumas verdades
mas não pensem que é provocação.

Se estivermos a trabalhar
não é de bom tom estar a teclar,
no entanto se não teclarmos
é sinal de não trabalharmos.

Nessa duvida aqui lavrada
escrevi esta quadra
no horário de trabalho, pois então
atrasando o meu serviço, porque não?

E se a chefe algo disser
que direi eu para não ser mordido?
Apenas me ocorre dizer
- Estou há espera de ser promovido!


17 de Janeiro de 2005


quinta-feira, janeiro 13, 2005

O milagre da vida


Enquanto houver um ser humano em gestação, haverá sempre a esperança de um amanhã melhor para todos nós. Posted by Hello

terça-feira, janeiro 11, 2005

Poema sem nome

Quando te vejo
meu Amor
és como um beijo
sem pudor

És o Sol que me aquece
a Lua que me faz sonhar
e quando a noite desvanece
só o Amor tem lugar

Quando te desejo
minha Amada
nada mais vejo
que uma mulher adorada.

sexta-feira, janeiro 07, 2005

Melancolia de um dia de chuva

Preciso
Preciso mesmo muito
de alguém com quem falar
Amo
amo mesmo muito
alguém que não sabe amar
Vivo
Vivo mesmo muito
uma vida que nada tem para dar
Chove
Chove mesmo muito
Quando será que vai parar?


6 Novembro de 1982

(Poema de uma Amiga minha...que ainda não conheci pessoalmente)

terça-feira, janeiro 04, 2005

Numa fracção de segundo

Fiquei frente a ti
a olhar-te
estátua inacabada
pedaço de basalto
toscamente talhado
por um par de escultores
sem formação mas com gosto.

Numa fracção de segundo...
desejei tocar nessas formas
rudemente trabalhadas
e em nada graciosas ou belas
mas que não deixam de ser formas.

Numa fracção de segundo...
por debaixo dessa cor vermelha
do vestido simples e singelo
dei-me conta dos contornos
das peças mais íntimas
que te tapam o pudor.

Numa fracção de segundo...
imaginei passar as minhas
mãos por essas pernas
docemente depiladas
começar nos pés e acabar
um pouco mais acima.

Numa fracção de segundo...
senti-te em cima de mim
de joelhos no sofá
e enquanto passava as minhas
mãos nas tuas pernas, tu...

Numa fracção de segundo...
tu ias acariciando o meu couro cabeludo
num beijo quente e lascivo
como se nunca tivesses
sido tocada, acariciada, beijada,
da maneira que sempre desejaste.

Numa fracção de segundo...
imaginei-nos num mundo
paralelo a este, onde esse segundo
seriam minutos...
longas horas.

Numa fracção de segundo...
pequei na minha imaginação
e pela boca fui preso...
pelo que te disse
e afinal...
"pela boca morre o peixe"
lá diz o ditado.

Numa fracção de segundo...
não sei se pela roupa
ou tão pouco pelo cheiro
se foi por causa do que não vi
ou se pela cor branca e pura
que sem malícia
deixaste antever
nessa fracção de segundo...
foi tempo de mais.

segunda-feira, dezembro 27, 2004


Que o ANO DE 2005 vos traga tudo aquilo que mais desejam. Posted by Hello

terça-feira, dezembro 21, 2004


Um santo natal para todos os que por aqui passam são os meus mais sinceros desejos nesta época do ano. Posted by Hello

sexta-feira, dezembro 17, 2004


Tu
minha sereia encantada
desejo-te
como quem deseja
um morango reluzente
num Inverno gelado

Tu
minha sereia
que por ti encantado fiquei
és mais que um desejo desejado
de mar calmo
mar ardente
mar ausente

Tu
minha sereia sem o seres
paixão assolapada
com nome grego talvez
és aquilo que sempre desejei
fruto proibido quiçá
sem sequer te ter desejado. Posted by Hello

segunda-feira, dezembro 13, 2004


Um beijo
um simples beijo te peço
sentido, molhado
como se a tua boca
fosse uma pétala de rosa
pelo orvalho da manhã. Posted by Hello

sexta-feira, dezembro 10, 2004


Hoje apeteceu-me algo mistico, esoterico ou outra palavra fina...sobre o Santo Graal. Não tem nada a ver com o livro que está no topo das livrarias, mas sim, com a mistica que está por detrás de tão nobre peça...mitica. Quem sabe, não estará dentro de cada um de nós? Posted by Hello

quinta-feira, dezembro 09, 2004


Esta época que agora atravessamos é propicia a sonhar, a sonhos que se desejam que se tornem em realidade...
Gostava de ser criança outra vez e acreditar que o Pai Natal realmente existe...e que recebeu todas as minhas cartas que durante anos lhe escrevi... Posted by Hello

terça-feira, dezembro 07, 2004


Embarca comigo
nesta viagem
sem destino aparente
ou retorno,
num mar calmo
sem preceitos
ou preconceitos,
sem credo
ou cor,
neste oceano
a que chamamos Vida
nesta união
a que chamamos Amor. Posted by Hello

segunda-feira, dezembro 06, 2004

Uma "mera" questão de sobrevivência


Se soubesses que, uma pessoa que amas de alma e coração, amanhã desaparecia, que terias feito hoje? Posted by Hello

sexta-feira, dezembro 03, 2004


Minha flor de Alecrim
pequenina mas bela por natureza
que no meio dela libertas
perfumes de mil e uma essências
qual desejo fecundo de um homem
por uma mulher
como tu. Posted by Hello

quinta-feira, dezembro 02, 2004


Neste mês de Dezembro, faz anos...não importa quantos, que dois anjos partiram da minha vida. O meu Pai, que não cheguei a conhecer e, a minha Avó, que foi mais que minha mãe. Levantaram voo pela última vez para um local merecido...espero e desejo.Posted by Hello

terça-feira, novembro 30, 2004


"Todas as cartas de amor são ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas. Também escrevi em meu tempo cartas de amor. Como as outras, ridículas..."
- Fernando Pessoa
 Posted by Hello

domingo, novembro 28, 2004

Dimocracia ou democracia?

(sobre)Vivemos numa dimocracia
onde o simples facto de casar
já é um artigo de luxo
a ser inscrito nos impressos do IRS

(sobre)Vivemos numa dimocracia
onde ainda o útero materno
não passa de uma mistura
de desejos entre um homem e uma mulher
e já se gastam rios de dinheiro
em consultas, vitaminas e mais não sei o quê

(sobre)Vivemos numa dimocracia
onde ao fim de longos quatro meses
a peso de ouro (na grande maioria dos casos)
deixamos parte de nós
entregue a parte de vós (em que por vezes)
chegando ao fim do dia
somos recompensados com marcas visíveis
do excesso de vocação

(sobre)Vivemos numa dimocracia
num país de paradoxos
em que a democracia é jovem
mas o povo envelhecido
onde se gastam fortunas
em casais inférteis
com tantas crianças
há espera de um mero apelido

(sobre)Vivemos numa dimocracia
feita por políticos
com as trompas laqueadas
que culminam
em leis vasectómicas.

quarta-feira, novembro 24, 2004


No inicio...
caos sempre houve...
mas depois de muito caos...
a aparente ordem apareceu...
a ordem sem ordem...
o caos sem o ser...

Apareceste tu...
no meio da neblina matinal...
e como um raio de Sol no meio da noite celestial...
iluminaste o meu ser...
nesta janela virada para as estrelas...
nesta janela virada para o azul manso do mar...
que me embala no berço da vida.

Do centro do universo em que...
habita o meu coração...
tu, e só tu, fizeste sentir-me...
que afinal eu não era o único filho.
Fizeste-me sentir que afinal...
a minha mãe...sem te ter tido,
o meu pai...sem te ter concebido,
és minha irmã sem o seres,
amamo-nos como loucos
em qualquer parte
em parte incerta...
sem ser incesto.


No inicio....
bem, no inicio estamos nós...dois...e mais ninguém.
Por esta estrada fora,
por este oceano imenso,
por este espaço vazio cheio de estrelas,
iremos nos...passeando,
como quem está sentado num banco a beira mar
a contemplar as ondas no seu eterno vai e vem,
a sentir a erva a crescer,
e ouvir o silencio dos pensamentos. Posted by Hello

segunda-feira, novembro 22, 2004

Deserto florido e fresco


Na minha vida anterior devo ter sido nómada ou eremita...
Ou então é o que deveria ter sido nesta e não sou...
Talvez na próxima o seja...não sei.
Uma coisa é certa...penso que essa é a minha vocação.
Ser um humano errante...
Solitário sem o ser...
Anacoreta sem ser religioso ou penitente...
Um mensageiro com algo para dizer...
Alguém que na devida altura teria uma palavra de conforto...
Não me sinto nenhum messias, nem seria isso que queria...
Apenas sinto...que se fosse só sem o ser, possivelmente seria mais...
Posted by Hello

sexta-feira, novembro 19, 2004

A Noite


A noite...
é minha confidente
minha companheira
e minha alma gémea.

À noite...
algo em mim se transforma
sou outra pessoa sendo a mesma
estou mais predisposto
mais sensível
mais nostálgico
mais carente
mais elevado em termos espirituais.

Nas noites quentes ou frias...
apetece-me escrever
apetece-me estar só, na companhia das estrelas e do tom escuro da própria noite
apetece-me ir ao encontro de mim mesmo, apesar de estar ali
apetece-me...algo
algo que ainda não descobri.

A noite transcende-me espiritualmente em todos os sentidos.
Não querendo exagerar...sinto que na Noite o meu Eu acorda, enquanto de dia está (estará) adormecido.
Posted by Hello

quarta-feira, novembro 17, 2004

Tu que partes sem partir

Tu que partes
mesmo sem partires
deixas algo de ti aqui
levas um pouco de nós

Saudade
palavra nossa
é aquilo que fica
nos nossos corações

Do teu jeito de ser
com palavras ditas de forma diferente
é nessa singularidade
que reside a tua simpatia

Das tuas palavras doces
aconchego da nossa alma
fica o teu olhar sereno
e o teu sorriso cor de mar

Partes sem partires
com a razão do teu lado
mas sentimos no intimo
que o coração aqui fica

Não chores com vontade
que é tua intenção
porque longe que estejas
estarás sempre ao nosso lado.

17 de Novembro de 2004

(Dedicado a uma Amiga que amanhã irá para outro serviço, provisóriamente é certo)

terça-feira, novembro 16, 2004


Pai
(Fábio Júnior)


Pai, pode ser que daqui há algum tempo,
haja tempo pra gente ser mais, muito
mais que dois grandes amigos...pai e filho, talvez...

Pai, pode ser que daí você sinta qualquer coisa
entre esses vinte ou trinta longos anos em busca de paz...

Pai, pode crer eu estou bem, eu vou indo,
estou tentando, vivendo e pedindo,
com loucura pra você, renascer...

Pai, eu não faço questão de ser tudo.
Só não quero e não vou ficar mudo,
pra falar de amor pra você...

Pai, senta aqui que o jantar tá na mesa,
fala um pouco, tua voz tá tão presa,
me ensina esse jogo da vida,
onde a vida só paga pra ver

Pai, me perdoa essa insegurança,
é que eu não sou mais aquela criança
que um dia morrendo de medo
nos teus braços você fez segredo
Nos teus passos você foi mais eu

Pai, eu cresci e não houve outro jeito,
quero só recostar no seu peito
pra pedir pra você ir lá em casa
e brincar de vovô
com meu filho no tapete da sala de estar

Pai, você foi meu herói, meu bandido,
hoje é mais, muito mais que um amigo,
nem você, nem ninguém está sozinho...
Você faz parte deste caminho, que hoje
eu sigo em paz... Pai, pai, pai...

(Dedicado ao meu Pai, esteja onde estiver)
Posted by Hello

domingo, novembro 14, 2004


A paz, a harmonia, a compreensão...estes e outros valores para o Mundo do Amanhã, já que para o de Hoje... Posted by Hello

sexta-feira, novembro 12, 2004


Melhor visão da espiritualidade do homem face ao Eterno desconhecido (tenha o nome que lhe queiram dar) não encontro, apesar dos inúmeros quadros.
A transparência dos apóstolos face à Luz que os invade é espiritualmente relaxante e repousante. Posted by Hello

quarta-feira, novembro 10, 2004


No meio deste Azul na noite eterna que nos cobre, estaremos realmente sós ou, o que pensamos ser vida inteligente está para além dos nossos actuais conhecimentos? Posted by Hello

terça-feira, novembro 09, 2004

O mistério da "Rosa Azul"

Encontrei este poema, penso que na sua versão original. É um poema muito belo e inspirador. Estive para fazer uma tradução livre do mesmo mas, penso que cada um faça a sua tradução e sinta as palavras no seu todo, na sua origem.


"The mystery of the "Blue Rose"

The mystey of the blue rose,
is something few can understand.
It brings forth a special magic
into this barren land.
In all its beauty and its splendor,
there`s so much more we cannot see.
The bule rose holds the answer
to the maze of fantazy.
To see a blue rose in this world,
would be the moste amazing sight!
Because my friends you have to realize,
the chances of that are slight.
But these people do not believe.
These people do not care,
that the sight of a blue rose,
means that magic is in the air.
They cannot see the gypsies,
hiding behind the tree.
They just don`t understand, you see.
Come my friends, we must unite!
To help these people dream.
About the mystery of the blue rose, and the things they`ve never seen.

(autor desconhecido)

domingo, novembro 07, 2004

Divagações de uma pobre alma

Gostava de ser pássaro, mas não um qualquer;
Gostava de ser peixe, mas não um qualquer;
Gostava de ser bicho, mas não um qualquer;
Gostava de ser planta, mas não uma qualquer;
Gostava de ser pedra, mas não uma qualquer;
Gostava de ser qualquer coisa, mas não uma coisa qualquer.

Um pássaro é livre de voar por onde quiser;
Um peixe é livre de nadar por onde quiser;
Um bicho é livre de andar por onde quiser;
Uma planta é livre de crescer por onde quiser;
Uma pedra é livre de rolar por onde quiser;
Qualquer coisa é livre, mais livre do que eu!

Não sou pássaro para voar por onde quero;
Não sou peixe para nadar por onde quero;
Não sou bicho para andar por onde quero;
Não sou planta para crescer por onde quero;
Não sou pedra para rolar por onde quero;

Sou apenas um homem solitário que se encontra preso,
Preso a este mundo cheio de preconceitos e leis,
Preso com correntes e amarras a um mundo que não é o meu.
O meu mundo é lá... em cima, nas estrelas que daqui debaixo se vêem,
elas chamam por mim, mas eu não consigo...não posso.

Talvez a minha missão fosse outra que não esta;
Talvez a minha existência tenha chegado ao fim;
Talvez o meu mundo não seja realmente este;
Talvez esteja a pagar erros passados;
Talvez mereça esta prisão solitária
ou então

A minha missão é mesmo esta;
A minha existência tenha agora começado;
O meu mundo seja realmente este;
Não esteja a pagar erros passados;
Não esteja preso nem solitário.

Mas então se assim é...

Como, onde e porquê?
É que cada dia que passa, mais fraco me sinto.
Preciso, necessito, careço e reclamo por um pouco de Luz.
Uma Luz que ilumine o meu caminho,
que me ajude nos momentos mais difíceis,
que me ampare quando estiver quase a cair;
... apenas um pouco de Luz.

Será pedir muito, para um pobre servo como eu, meu Deus e Senhor?

13NOV97

sexta-feira, novembro 05, 2004


A educação de um filho é uma tarefa tão difícil. Nos dias em que vivemos, com tantos factores externos a influencia-los pela negativa é uma missão quase Herculiana...mas não impossível de todo.
Será que estou a educar bem o meu? (Possivelmente a pergunta de muitos pais). Posted by Hello

quinta-feira, novembro 04, 2004


Nesta estação do ano, amarela por natureza, gostava de ser um cavalo marinho para, no meio do teu oceano navegar e aprofundar os meus conhecimentos de ti...meu Amor. Posted by Hello

terça-feira, novembro 02, 2004

A espera

De cigarro no canto dos lábios
vermelhos de tesão
no teu intimo mais profundo
caminham pensamentos dispersos
sedentos de paixão
vagueando pelo universo
da tua mente
das tuas ideias
dos teus pensamentos
multicolores ou translúcidos

De cigarro no canto dos lábios
sentes o teu corpo pedir
mais de ti
mais do outro
num acto uno a dois
onde o masculino se mistura com o feminino
e o amor se transforma em sexo ardente

De cigarro no canto dos lábios
vermelhos usados e abusados
por homens sem rosto
com alturas e comprimentos diversos
os teus pensamentos concretos
ardentes de ilusão
vão-se esfumando aos poucos
tal como o cigarro
que agora acabou.

2 de Novembro de 2004

sábado, outubro 30, 2004


O que é a Liberdade?
Será apenas, mais uma, mera palavra do dicionário ou UMA palavra a reter no nosso vocabulário?
Sou daqueles que, a MINHA LIBERDADE termina onde começa a LIBERDADE DO OUTRO. Posted by Hello

terça-feira, outubro 26, 2004

Flor do meu Jardim

Teu corpo
é como um caule de uma bela flor
escondida no meio de uma floresta encantada
aguardando a chegada do escolhido

Tuas pernas
são como as raízes de uma árvore
plantada com amor e ternura
procurando a água da vida

Teus braços
são como as folhas de um girassol
aguardando um abraço quente
no calor de uma noite de Lua Cheia

Teu rosto branco como a neve pura
é como uma rosa azul
a desabrochar pela manhã
num jardim imaculado
onde o perfume que de ti brotas
é prazer para os meus sentidos
e desejo para os teus.

domingo, outubro 24, 2004


Depois de um fim de semana cinzento, nada melhor do que aspirar a uma semana assim... Posted by Hello

sexta-feira, outubro 22, 2004

A minha veia de cozinha...que adoro

MASSA COM MARISCO

INGREDIENTES

1 Kg de massa (conchas)
½ copo de azeite
2 cebolas picadinhas
1 pimento verde picado
25 azeitonas pretas sem caroço
1 covete de delicias do mar
1 covete de berbigão
1 covete de camarão
1 covete de mexilhão
1 covete de amêijoas
1 cubo de caldo peixe
1 ou 2 cx. de natas
sal q.b.
pimenta
piri-piri ou massa de malagueta
salsa picada
alho
tomatada
queijo ralado

MODO DE FAZER

Num tacho deita-se o azeite, a cebola, o alho, a tomatada, o cubo de peixe, o alho, a massa de malagueta, as azeitonas, o pimento, deixando-se alourar a cebola. Depois deita-se um pouco de água quente no refogado e quando começar a ferver, deita-se os mariscos e depois de levantar fervura apaga-se o lume.
Entretanto, coze-se a massa, mas não muito. Quando pronta escorre-se e passa-se por água fria.
Mistura-se a massa ao preparado anterior (mariscos), deita-se as natas, a salsa e coloca-se num pirex. Vai ao forno, pondo-se por cima queijo ralado.

quinta-feira, outubro 21, 2004

Chamem-lhe nostalgia ou saudade...



Os putos

Uma bola de pano, num charco
Um sorriso traquina, um chuto
Na ladeira a correr, um arco
O céu no olhar, dum puto.
Uma fisga que atira a esperança
Um pardal de calções, astuto
E a força de ser criança
Contra a força dum chui, que é bruto.
Parecem bandos de pardais à solta
Os putos, os putos
São como índios, capitães da malta
Os putos, os putos
Mas quando a tarde cai
Vai-se a revolta
Sentam-se ao colo do pai
É a ternura que volta
E ouvem-no a falar do homem novo
São os putos deste povo
A aprenderem a ser homens.
As caricas brilhando na mão
A vontade que salta ao eixo
Um puto que diz que não
Se a porrada vier não deixo
Um berlinde abafado na escola
Um pião na algibeira sem cor
Um puto que pede esmola
Porque a fome lhe abafa a dor.

José Carlos Ary dos Santos