Aqui será a areia fina...a falésia...onde, entre voos, poisarei para descansar e meditar, depois voltar a voar entre o azul do mar e o azul do céu.
quinta-feira, outubro 06, 2005
quinta-feira, setembro 08, 2005
sexta-feira, setembro 02, 2005
Quando o Amor chegar
"E quando o Amor bater à porta
por mais banal que pareça
deixa-o
deixa-o entrar devagar
como quem está a apreciar
uma obra de arte rara...como tu"
por mais banal que pareça
deixa-o
deixa-o entrar devagar
como quem está a apreciar
uma obra de arte rara...como tu"
02 de Setembro de 2005
sexta-feira, agosto 12, 2005
Renascer de algo...talvez!
terça-feira, julho 12, 2005
O Fim

Como tudo (sem excepção), existe um principio, um meio e um fim. Este blog nasceu como qualquer outro...até um dia. Hoje, apesar de já ter feito um ano de existência e cerca de 16 000 visitas e muitas amizades (virtuais e reais) decidi dar por fim sem qualquer razão aparente ou de forma maior, no entanto...a minha vida continuará assim como as minhas palavras escritas aqui e ali. Espero que me compreendam. Um dia talvez volte aqui, dar noticias de mim. Obrigado a todos que por aqui passaram, deixaram um pouco de si e levaram um pouco de mim. Desta praia bela e serena vou levantar voo até que as asas me deixem...entre o azul do mar e o azul do céu.
sexta-feira, julho 08, 2005
Divindade
sexta-feira, julho 01, 2005
quarta-feira, junho 29, 2005
Nas asas do Amor

Voa...
Voa minha alma ardente
sedenta de desejo
em busca do que sentes
Voa...
Voa para além do mar
para além do vento e das marés
à procura de que desejas
Voa...
Voa nas asas dos ventos cósmicos
no meio de auroras boreais
ou por entre as nuvens que te prendem
ao encontro de ti...
ao encontro de mim
Voa...
Desprende-te do corpo
onde te encontras
deixa a alma fluir e
levanta voo a meu lado
Voa...
Voa comigo
e nesta eternidade que nos une
faremos o voo perfeito
onde os dois corpos
tornar-se-ão num só
até que o infinito os separe.
28 de Junho de 2004
terça-feira, junho 28, 2005
Sanjoaninas 2005

Sonho de criança
Viemos da Conceição
com desejos de mil cores
e com esta simples canção
brindar estes nossos Açores
São João é nosso amigo
e ás crianças tudo aceita
o Sonho é o nosso abrigo
e a Micas a nossa eleita
O Sonho saiu à rua
p`ra brincar com São João
olha para cima e vê a Lua
mas não percas a devoção
Somos crianças apenas
de corações cheios de amor
poderemos parecer pequenas
mas temos um abraço acolhedor
Ao centro desta linda cidade
viemos trazer alegria
e sem qualquer vaidade
as vossas palmas nos honraria
O Sonho saiu à rua
p`ra brincar com São João
olha para cima e vê a Lua
mas não percas a devoção
Paulo Roldão
(O meu contributo para estas festas maravilhosas - Marcha do Centro Ocupacional O Sonho)
segunda-feira, junho 20, 2005
Cantada

Nesta noite
quase de Lua Cheia
por debaixo deste
tecto escuro e colorido
sinto-me
uma Gaivota
ou um pássaro livre.
Todo o meu ser voa nesta sala
como se parte de mim
estivesse a pairar sobre
e a outra parte não.
Na leveza do espírito
e na simplicidade da alma
por momentos
fui o anjo de mim mesmo,
via e sentia o que ele
já sabia.
De olhos semicerrados
saboreei um prato raro
com especiarias já extintas
acompanhado de um néctar divino
envelhecido ao longo
dos tempos já esquecidos.
Nesta noite
quase de Lua Cheia
vejo milhares de pontinhos brancos
centenas de estrelas cadentes
dezenas de cometas,
mas nesta noite,
apenas se vê
um pequeno grão
de luz multicolor muito raro
que no silêncio da noite
sem que ninguém se aperceba
atravessa esta sala.
Letra a letra
palavra a palavra
ia nascendo,
aos poucos é certo,
poemas complexos
cheios de simplicidade,
eu pairando por sobre mim
ia assistindo a este nascimento
e ao mesmo tempo
cheirando os aromas das notas
que ao acaso iam
acompanhando este
parto indolor.
Os lábios que brotavam
esta melodiosa
harmonia conjugal
não eram de uma simples mortal,
eram de uma Deusa,
de uma alma que já atingiu a perfeição
e mesmo assim,
voltou para cantar e encantar
quem debaixo deste tecto se encontrava.
Os dedos simples e esguios
que ao de leve tocavam as cordas
eram deles que vinha
o som embalante e sensual,
as cordas eram um mero artificio
de quem toca sem precisar de tocar.
O meu Coração
foi pequeno demais
para absorver naquele momento
tanto romantismo
tanta pureza
tanto amor
Por debaixo deste tecto escuro
as luzes apagaram-se de vez.
O pequeno grão
de luz multicolor muito raro
como chegou, assim partiu
mas deixou lembranças
em quem estava e ficou.
Nos trocadilhos ditos e não ditos
sentidos e não falados
plantou a mensagem que trazia.
Quem a captou sentirá o que sinto,
um sentimento misto
de felicidade e paixão.
Felicidade por agora saber
que não estou só
onde quer que eu esteja,
Paixão por ter aprendido a amar
as coisas mais simples da vida
como uma nota de música
ou uma simples palavra,
tal como a sensação de ser,
por breves momentos,
anjo de mim mesmo.
Agora que deixei de pairar
por sobre mim
e sou uno nesta minha dualidade
sinto uma sensação
de paz profunda
uma calma angelical
que absorve todos os meus sentidos.
Por momentos estive
onde queria estar
e nunca estive,
por momentos senti-me etéreo
por momentos...
foi mais que meia hora.
Agora,
segundos passados,
depois de preliminares sentidos
sinto-me quase que a cometer
um adultério sem o ser,
uma sensação de prazer estonteante
que culminou num clímax
de sentidos indescritíveis.
16 de Junho de 2003
sexta-feira, junho 17, 2005
Paz no Mundo só
segunda-feira, junho 13, 2005
Olhos que cegam

Os teus olhos
Cor de carvão puro e intacto
Aninhados justamente no meio
De um branco quase angelical
Como branco é o lenço
Que cobre o teu cabelo
Afaga o teu pescoço
Os teus olhos
Debruçados no meio
Desse rosto perfeito
Qual peça de porcelana
Estatua de um mestre intemporal
Quase me cegam com essa luz
Que emanas sem saber
Os teus olhos
Esses teus deslumbrantes diamantes negros
Duas Luas numa noite sem estrelas
São uma visão infinita do meu ser
Do teu imaculado rosto de cetim
Onde escondes o teu sedoso cabelo
Intocável por debaixo desse lenço puro...como tu.
13 de Junho de 2005

domingo, maio 29, 2005
Do meio do Azul...

Se fosse possível
daria quase tudo para...
Do azul do céu
ser o mar
e
do mar azul
ser o céu
Das profundezas
do oceano
atingir o infinito
da noite eterna
e
da imensidão
da atmosfera
mergulhar nas
profundezas do oceano
Azul por cima
Azul por baixo
Pássaro ou peixe
O2 ou H20
Ave que voa sem destino
nas asas do vento
Anfíbio que nada sem rumo
nas barbatanas das marés
Ar respirável
Água pura e cristalina
Ar em estado liquido
Água em estado gasoso
Mamífero ou anfíbio
batráquio ou golfinho
Condor que flutua sem cansaço
Raia que plana sem ser vista
Tartaruga centenária
Cegonha sem idade
Voar pelos picos mais altos
das montanhas submersas
Nadar por cima dos recifes
de corais mais rarefeitos
Se me fosse possível
daria quase tudo para...
ser do meio do Azul
ou
o Azul do meio de mim
19 de Outubro de 2003

sexta-feira, maio 27, 2005
quinta-feira, maio 26, 2005
Porque é 5ª feira
quarta-feira, maio 25, 2005
domingo, maio 22, 2005
quinta-feira, maio 19, 2005
Ele nunca chega tarde...

Amigo fiel.
Ruth, olhou para a sua caixa de correio, mas só havia uma carta. Pegou-a e olhou-a antes de abri-la. Mas parou, para observar com mais atenção. Não havia selo nem marcas do correio, somente o seu nome e endereço. Ela decidiu ler a carta:
"Querida Ruth. Estarei próximo de sua casa, no sábado à tarde, e passarei para visitá-la. Com amor, Jesus."
As mãos da mulher tremiam quando colocou a carta em cima da mesa.
"Porque é que o Senhor vem visitar-me? Não sou ninguém especial, não tenho nada para oferecer-lhe..." - pensou.
Preocupada, Ruth recordou o vazio reinante nas prateleiras da sua cozinha.
"Ai, não! não tenho nada para oferecer-lhe."
Terei que ir ao mercado e comprar alguma coisa para o jantar.
Ruth abriu a carteira e colocou o conteúdo sobre a mesa: EUR 5,40.
"Bom, comprarei pão e alguma outra coisa, pelo menos."
Ruth colocou um abrigo e apressou-se a sair.
Um pão francês, um pouco de fiambre e um pacote de leite...
Ruth ficou somente com EUR 0,12 que deveriam durar até segunda-feira.
Mesmo assim, sentiu-se bem e saiu a caminho de casa, com sua humilde compra debaixo dos braços.
- Olá, senhora, pode nos ajudar?
Ruth estava tão distraída pensando no jantar, que não viu as duas pessoas que estavam de pé no corredor.
Um homem e uma mulher, os dois vestidos com pouco mais que farrapos.
- Olhe, senhora, não tenho emprego.
Minha mulher e eu temos vivido ali fora, na rua. Bom, está fazendo frio e estamos sentindo fome. Se a senhora nos pudesse ajudar, ficaríamos muito agradecidos...
Ruth olhou para eles com mais cuidado.
Estavam sujos e tinham mal cheiro e, francamente, ela estava segura de que eles poderiam conseguir algum emprego se realmente quisessem.
- Senhor, eu queria ajudar, mas eu mesma sou uma mulher pobre. Tudo que tenho são umas fatias de pão, mas receberei um hóspede importante nesta noite e planejava servir isso a Ele.
- Sim, bom, sim senhora, entendo... De qualquer maneira, obrigado - respondeu o homem.
O pobre homem colocou o braço em volta dos ombros da mulher, e os dois dirigiram-se para a saída. Ao vê-los saindo, Ruth sentiu um forte pulsar no seu coração.
- Senhor, espere!
O casal parou e voltou à medida que Ruth corria para eles e os alcançava na rua.
- Olhem, querem aceitar este lanche?
Conseguirei algo para servir ao meu convidado - dizia Ruth, enquanto estendia a mão, com o pacote do lanche.
- Obrigado, senhora, muito obrigado.
- Obrigada, disse a mulher.
Foi aí que Ruth apercebeu-se de que a mulher tremia de frio.
- Sabe, tenho outro casaco em minha casa, tome este - ofereceu Ruth.
Ela desabotoou o próprio casaco e colocou-o sobre os ombros da mulher.
Sorrindo, voltou a caminho de casa... sem casaco e sem nada para servir ao seu convidado.
- Obrigado, senhora, muito obrigado - despediu-se, agradecido, o casal.
Ruth estava tremendo de frio quando chegou à porta de casa.
Agora não tinha nada para oferecer ao Senhor. Procurou a chave rapidamente na carteira, enquanto notava que estava outra carta na caixa do correio.
"Estranho, o correio nunca vem duas vezes num dia" - pensou. Ela então apanhou a carta e abriu-a:
"Querida Ruth. Foi bom vê-la novamente. Obrigado pelo delicioso lanche e pelo esplêndido casaco. Com amor, Jesus."
O ar estava frio, porém, ainda sem se agasalhar, Ruth nem percebeu.
"Nem sempre Deus chega nos momentos em que a gente quer, mas ELE nunca chega atrasado".
PS: recebi por email e achei tão cheio de Esperança, que decidi Partilha-lo.
segunda-feira, maio 16, 2005

O tempo passa calmamente
Como passa a areia fina
Por entre os teus dedos
Esguios e perfeitos
Passa devagar
Sem nos darmos conta
Como ele passa
Quando juntos estamos
O tempo passa calmamente
Como passa a agua pura e cristalina
Por entre o teu corpo
Quais dunas de areia fina
Numa qualquer floresta virgem e húmida
Sedenta de ser possuída
Onde o tempo passa sem passar
13 de Maio de 2005
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