terça-feira, setembro 07, 2004


Em quase todas as receitas os temperos querem-se quanto baste, tal como nas nossas vidas em que por vezes precisamos de momentos para estarmos sós mas não o bastante para cairmos na solidão. Posted by Hello

domingo, setembro 05, 2004


Tal como nas rosas, uma relação a dois também tem alguns espinhos, aqui e ali, ao longo da vida. O segredo está em saber aprender com as picadelas, que o Amor a tudo vale a pena. Posted by Hello

quinta-feira, setembro 02, 2004

Cantada

Nesta noite
quase de Lua Cheia
por debaixo deste
tecto escuro e colorido
sinto-me
uma Gaivota
ou um pássaro livre.

Todo o meu ser voa nesta sala
como se parte de mim
estivesse a pairar sobre
e a outra parte não.

Na leveza do espírito
e na simplicidade da alma
por momentos
fui o anjo de mim mesmo,
via e sentia o que ele
já sabia.

De olhos semicerrados
saboreei um prato raro
com especiarias já extintas
acompanhado de um néctar divino
envelhecido ao longo
dos tempos já esquecidos.


Nesta noite
quase de Lua Cheia
vejo milhares de pontinhos brancos
centenas de estrelas cadentes
dezenas de cometas,
mas nesta noite,
apenas se vê
um pequeno grão
de luz multicolor muito raro
que no silêncio da noite
sem que ninguém se aperceba
atravessa esta sala.

Letra a letra
palavra a palavra
ia nascendo,
aos poucos é certo,
poemas complexos
cheios de simplicidade,
eu pairando por sobre mim
ia assistindo a este nascimento
e ao mesmo tempo
cheirando os aromas das notas
que ao acaso iam
acompanhando este
parto indolor.

Os lábios que brotavam
esta melodiosa
harmonia conjugal
não eram de uma simples mortal,
eram de uma Deusa,
de uma alma que já atingiu a perfeição
e mesmo assim,
voltou para cantar e encantar
quem debaixo deste tecto se encontrava.

Os dedos simples e esguios
que ao de leve tocavam as cordas
eram deles que vinha
o som embalante e sensual,
as cordas eram um mero artificio
de quem toca sem precisar de tocar.

O meu Coração
foi pequeno demais
para absorver naquele momento
tanto romantismo
tanta pureza
tanto amor

Por debaixo deste tecto escuro
as luzes apagaram-se de vez.
O pequeno grão
de luz multicolor muito raro
como chegou, assim partiu
mas deixou lembranças
em quem estava e ficou.
Nos trocadilhos ditos e não ditos
sentidos e não falados
plantou a mensagem que trazia.

Quem a captou sentirá o que sinto,
um sentimento misto
de felicidade e paixão.
Felicidade por agora saber
que não estou só
onde quer que eu esteja,
paixão por ter aprendido a amar
as coisas mais simples da vida
como uma nota de música
ou uma simples palavra,
tal como a sensação de ser,
por breves momentos,
anjo de mim mesmo.

Agora que deixei de pairar
por sobre mim
e sou uno nesta minha dualidade
sinto uma sensação
de paz profunda
uma calma angelical
que absorve todos os meus sentidos.
Por momentos estive
onde queria estar
e nunca estive,
por momentos senti-me etéreo
por momentos...
foi mais que meia hora.

Agora,
segundos passados,
depois de preliminares sentidos
sinto-me quase que a cometer
um adultério sem o ser,
uma sensação de prazer estonteante
que culminou num clímax
de sentidos indescritíveis.


16 de Junho de 2003

quarta-feira, setembro 01, 2004

Uma Pequena questão...


Quem será mais cego? O que não vê ou aquele que vendo, nada vê? Posted by Hello

terça-feira, agosto 31, 2004


Estou como esta foto (bonita por sinal). Depois de um excelente mês de férias em que o Sol brilhou, amanhã recomeço a trabalhar. Não que não goste do que faço mas, quem não gostava de não ter que trabalhar por obrigação ou por falta de dinheiro? Posted by Hello

sábado, agosto 28, 2004


A minha pequena ilha que tem tanto para dar... Posted by Hello

terça-feira, agosto 24, 2004


Pensamento translúcido Posted by Hello

domingo, agosto 22, 2004

Procuro...



uma amiga.
Não uma qualquer, das poucas que tenho, mas sim uma especial, não tivesse sido ela a primeira Amiga que tive.
Deve andar na casa dos trinta, talvez mais perto dos quarenta. Penso que deve ser casada e talvez tenha filhos...penso.
Sei que tem um curso superior, porque há cerca de 15 anos encontrei uma senhora que me disse que ela estava na Universidade e se bem a conhecia, chegou ao fim.
Dá pelo nome próprio de Maria João...um nome comum naquela altura. Refiro-me á cerca de trinta e poucos anos, naturalmente.
Também sei que nessa altura morada para ao lados do Restelo, em Lisboa ou, pelo menos era na piscina do Restelo que andava a ter aulas de natação, já que os pais ,naquela época, eram de posses..
Só mais um dado concreto, a sua avó (paterna ou materna não sei) morada em Alcântara, na Rua dos Lusiadas, n.º 3, Lisboa.
Sei que é procurar uma agulha num palheiro, pode morar aqui, alí ou acolá, e até no outro lado do mundo, mas mesmo assim aqui fica o meu anúncio, quem sabe...não vá ela aparecer...
A que souber do seu paradeiro, ofereço a minha eterna simpatia e gratidão.
Já agora, procuro-a porque gostava de saber como ela está, agora quase 30 anos passados, afinal...foi a minha primeira amiga.
Posted by Hello

sexta-feira, agosto 20, 2004


Pensamento Posted by Hello

quarta-feira, agosto 18, 2004

Eterna espera


Lembrei-me destes meus parentes, um pouco afastados de mim e da realidade. No alto de um rochedo esperam que o peixe lhe caia aos pés, sem um pouco de esforço, suor, técnica ou trabalho. Aguardam pacientemente (impacientemente)a maré cheia, que tarde ou nunca chega. Posted by Hello

segunda-feira, agosto 16, 2004

Neblina do Horizonte


Há dias recebi num meu email esta tela da Isabel Magalhães. Na altura, tal como agora, gostei imenso...
talvez pelo Azul...
talvez pela simetria...
talvez por outra coisa qualquer, no entanto...
No entanto apesar de ser uma obra...prima, tia, sobrinha ou cunhada, conforme queiram, não gostei muito do nome que a artista lhe deu...Neblina (até agora)! Ao primeiro olhar até parece, mas eu, gosto de olhar para uma tela, uma foto ou outra obra de arte, com um olhar subjectivo, ver para além daquilo que ali está, para além do nome que por vezes é imposto, e como tal, num momento em que o sono aperta mas outro eu desperta, aqui vão as minhas palavras sobre o que senti ao ver esta tela.


Neblina do Horizonte

Neblina lhe chamaste
a mais esta tua filha
que pariste dos teus pincéis
por sobre uma marquesa de linho
sem cor ou respiração no primeiro sopro de vida

Nessa tua relação de
desejo e paixão
numa noite de amor e prazer
concebeste-a sem dor
frustração ou culpa

Desse teu corpo nú
tal como a tela branca
que encheste de luz e alegria
houve pinturas, riscos e rabiscos
esboços e traços bem delineados como o teu ser

Neblina lhe chamaste
a mais esta tua filha sem pai
e eu poeta como me chamam
sem o ser adoptei-a como se minha fosse
com o apelido de Horizonte.

16 de Agosto de 2004
Posted by Hello

sexta-feira, agosto 13, 2004

Tributo aos meus AMIGOS


Hoje não vou escrever palavras sentidas ao sabor de uma foto, uma imagem ou algo mais.
Hoje não vou por escritos de minha autoria ou poemas de poetas com um P grande.
Hoje não vou tirar excertos de livros que leio.
Hoje...
Simplesmente apetece-me aqui e agora, fazer a devida homenagem aos meus Grandes Amigos de infância os quais, ainda hoje, continuamos a sê-lo, o que não é fácil se atendermos às famílias, trabalhos e a distância geográfica que nos separa.
São daqueles Amigos em quem podemos confiar a própria vida, em que pudemos falar sobre tudo e sobre nada, sem qualquer receio...são Amigos para toda a vida, seja longa ou curta.
Aqui vos apresento estes três estarolas (foto tirada há cerca de 2 décadas), os quais, tirando a minha família de sangue, são membros da minha família por afinidade, são meus irmãos sem o serem.
Um grande bem haja para eles aqui e agora.
Posted by Hello

quarta-feira, agosto 11, 2004

Passagem de um Diário

"Existe um planeta onde os seres têm dois buracos. A um chamam eles superior. Ao outro, inferior. Aqui está o absurdo dos habitantes deste planeta, já que pelo primeiro ingerem cadáveres de animais, legumes e frutos cujos resíduos, triturados por um aparelho que tem o nome de digestivo, expelem pelo último. Isto é: consideram superior a fenda que repletam de porcaria e inferior o orifício que dessa lama os alivia. Mas são assim. Trocam tudo."

Eis as palavras com que Natália Correia, num dia de Fevereiro de 1975, abriu o Diário e algo mais, que começara na madrugada de 25 de Abril de 1974 e viria a encerrar a 20 de Dezembro de 1975. Passado o entusiasmo da primeira hora, a perplexidade perante o rumo da «revolução» e a vontade compulsiva de actuar levavam-na, agora, a clamar e a esforçar-se por mostrar a perversão dos caminhos: trocam tudo.

segunda-feira, agosto 09, 2004


Beija Flor

Queria ser
um beija flor
para pairar
por sobre o teu jardim florido
e na flor mais rara e bela
saciar a minha sede
com o néctar mais doce
como se fosse um beijo
nos teus lábios. Posted by Hello

quarta-feira, agosto 04, 2004


Nesse teu corpo trabalhado a pormenor escondes no meio de ti a origem da vida, tal como a água que te cobre por fora, no meio desse oceano em que te banhas. Posted by Hello

quinta-feira, julho 29, 2004


Não sei como dizer, não sei como escrever mas...vou levantar voo para outras paragens, mais quentes por certo. Apenas alguns dias de descanso e repouso em outras areias, outras águas, outros mares. Talvez de lá, seja onde for, possa mandar alguns sentimentos. A todos que por aqui passam desejo um excelente mês de Agosto. Posted by Hello

quarta-feira, julho 28, 2004

Fábula da ilha

Um bando de gaivotas em liturgia de abandono
orienta marinheiros de ignorância e cachimbo.

(o barco da cruz gramada;  os pés da bússola ruindo
a mosca henriquina emigrada em sono).

na baía incendiada  o grito do sossego partilha
âncoras de fundo e fumo com peixes e hortelã.

não era indício de oiro  nem esfinge de sereia  nem
vagabundo do sonho num deserto de cetim.   era ilha!

(nas suas entranhas com vómitos de lava
sentia-se crescer a lascívia do povoamento).

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ainda hoje se ouve a angústia do vento
percorrer as coordenadas do povo no mapa.

Álamo de Oliveira - Setembro de 1973

terça-feira, julho 27, 2004


É pena o ser humano não ser como esta fotografia...aquilo que faz e diz, por vezes, não ser igual ao que pensa e sente. Posted by Hello

segunda-feira, julho 26, 2004

Pensamento a reter

"Cabe-nos a nós enquanto indivíduos fazer o que estiver ao nosso alcance, por pouco que seja. Apesar de parecer inútil apagar a luz ao sair da sala, isso não é razão para não o fazermos"
(o 14º Dalai Lama - lider religioso)

sábado, julho 24, 2004

Uma pequena lágrima

Uma pequena lágrima
rolou pelo meu rosto abaixo

Uma pequena lágrima
sem cor ou cheiro
rolou pelo meu rosto abaixo

Uma pequena lágrima
sem cor ou cheiro
credo ou religião
rolou pelo meu rosto abaixo

Uma pequena lágrima
sem cor ou cheiro
credo ou religião
singela e pura
rolou pelo meu rosto abaixo

Uma pequena lágrima
rolou pelo meu rosto abaixo
em direcção ao vazio
do oceano de lágrimas
existentes no meu Coração

Uma pequena lágrima
lágrima tão pequena
que não se vê
mas que se sente
rolou pelo meu rosto abaixo
tocou no infinito
da foz do rio
existente na minha alma

Uma pequena lágrima
mas tão grande de sentimentos
e tão simples de pensamentos
rolou pelo meu rosto abaixo
misturou-se no universo
de outras tantas lágrimas
da nascente do rio
do meu mais intimo ser

Uma pequena lágrima
rolou pelo meu rosto abaixo
por todos os seres vivos
que lamentavelmente não vivem
mas apenas sobrevivem
neste mundo que tanto tem para dar
e tão poucos tem acesso a essa dádiva

Uma pequena lágrima
rolou pelo meu rosto abaixo

sexta-feira, julho 23, 2004


Portugal...sim este país à beira mar hoje veste-se de luto. Este PEQUENO pais ficou mais pobre no campo das artes.Aqui, poderão ouvir excertos de duas composições deste GRANDE artista que foi Carlos Paredes. Posted by Hello

quarta-feira, julho 21, 2004

Seagull nebula


Existindo uma nebulosa que dá por este nome, tudo no universo é possivel, basta sonhar... Posted by Hello

terça-feira, julho 20, 2004

Pensamento


As perguntas mais simples são as mais profundas.
 
Onde nasceste?
Onde moras?
Aonde vais?
Que fazes?
 
Pensa nelas de vez em quando e verás como as tuas respostas mudam. (Richard Bach)

(Foto de Fátima Condeço) Posted by Hello


A beleza do Alaska não se consegue descrever com palavras, apenas se sente com a alma.
Se tiveres alguns minutos, senta-te confortavelmente, liga o som (não muito alto), relaxa e sente nas imagens, aquilo que não consigo passar a escrito. Posted by Hello



segunda-feira, julho 19, 2004


"Quando sou, por assim dizer, absolutamente eu mesmo - completamente só e de bom humor; é nessas ocasiões que as minhas ideias fluem melhor e mais abundantemente".
(Wolfgang Amadeus Mozart) Posted by Hello

domingo, julho 18, 2004


Farol

Voa
Esvoaça
Plana
Paira no ar
percorre este mundo de lês a lês
de Norte a Sul
Este a Oeste

Voa
Esvoaça
Plana
Paira no ar
corta as correntes que te prendem
as asas a esse corpo

Voa
Esvoaça
Plana
Paira no ar
esquece que existes como pessoa
abre as asas e lança-te
desse morro
penhasco
ou falésia

Voa
Esvoaça
Plana
Paira no ar
até aquele ponto onde o céu e o mar
se confundem
se cruzem
se unem

Voa
Esvoaça
Plana
Paira no ar
percorre todo o teu ser
em busca do Santo Graal
da molécula mais finita
da tua existência

Vai
Voa
Esvoaça
Plana
Paira no ar
que Eu
estarei sempre aqui
para te guiar
e indicar o caminho
de regresso ao local
da partida.
 
Um pequeno poema sonhado ao ver esta foto de Marilia Campos
 Posted by Hello

quinta-feira, julho 15, 2004

Um pequeno tributo a Emanuel Félix


AS RAPARIGAS LÁ DE CASA

Como eu amei as raparigas lá de casa

discretas fabricantes da penumbra
guardavam o meu sono como se guardassem
o meu sonho
repetiam comigo as primeiras palavras
como se repetissem os meus versos
povoavam o silêncio da casa
anulando o chão os pés as portas por onde
saíam
deixando sempre um rastro de hortelã
traziam a manhã
cada manhã
o cheiro do pão fresco da humidade da terra
do leite acabado de ordenhar

(se voltassem a passar todas juntas agora
veríeis como ficava no ar o odor doce e materno
das manadas quando passam)

aproximavam-se as raparigas lá de casa
e eu escutava a inquieta maresia
dos seus corpos
umas vezes duros e frios como seixos
outras vezes tépidos como o interior dos frutos
no outono
penteavam-me
e as suas mãos eram leves e frescas como as folhas
na primavera

não me lembro da cor dos olhos quando olhava
os olhos das raparigas lá de casa
mas sei que era neles que se acendia
o sol
ou se agitava a superfície dos lagos
do jardim com lagos a que me levavam de mãos dadas
as raparigas lá de casa
que tinham namorados e com eles
traíam
a nossa indefinível cumplicidade

eu perdoava sempre e ainda agora perdoo
às raparigas lá de casa
porque sabia e sei que apenas o faziam
por ser esse o lado mau de sua inexplicável bondade
o vício da virtude da sua imensa ternura
da ternura inefável do meu primeiro amor
do meu amor pelas raparigas lá de casa

Emanuel Felix
Habitação das Chuvas (1997)

 Posted by Hello

quarta-feira, julho 14, 2004

Falavam-me de Amor

Quando um ramo de doze badaladas
se espalhava nos móveis e tu vinhas
solstício de mel pelas escadas
de um sentimento com nozes e com pinhas,
menino eras de lenha e crepitavas
porque do fogo o nome antigo tinhas
e em sua eternidade colocavas
o que a infância pedia às andorinhas.

Depois nas folhas secas te envolvias
de trezentos e muitos lerdos dias
e eras um sol na sombra flagelado.

O fel que por nós bebes te liberta
e no manso natal que te conserta
só tu ficaste a ti acostumado.

Natália Correia
O Dilúvio e a Pomba
Lisboa, Publicações D. Quixote, 1979

terça-feira, julho 13, 2004


Quem poderá ficar indiferente a uma imagem como esta, onde a presença de um anjo ilumina a escuridão das nossas almas? Posted by Hello

domingo, julho 11, 2004

Um País de Poetas

Neste País à beira mar plantado, constacto com alguma alegria que, ao ler diversos sites pessoais (alguns blogs também) que raro é aquele que não tem um pequeno poema, seja do próprio, de terceiros ou de algum Poeta famoso. Pequenos, medios e grandes.
É bonito ver isto, que afinal, neste pequeno pedaço de terra, todos nós temos um pouco de poesia dentro de nós, um pouco de nós dentro da poesia.
Que melhor poema para descrever este sentimento que nós temos dentro de nós que não o que abaixo transcrevo, de uma POETA que leio e releio vezes sem fim...

Ser Poeta

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

Florbela Espanca

sexta-feira, julho 09, 2004


Nestas circunferências delineadas no meio do nada, de uma pedra lançada no meio do mar límpido e puro, qual óvulo fecundado por um entre milhões, estão contidas mais historias do que a própria História que julgamos conhecer sobre nós. Posted by Hello

quinta-feira, julho 08, 2004

Ondas (versão final)

Oh...
como eu desejo
navegar nas ondas
do teu corpo

Subir ao cume
do teu peito
descer ao centro
do teu universo
cascata de água pura
escondida no meio
de uma floresta virgem

Sentir na minha boca
o sabor adocicado
dos teus lábios
o sabor salgado
do teu baixo ventre
perdido por entre
os lençóis de cetim
que te cobrem

Selar os teus gemidos
com os meus
numa prolongada
troca de fluidos hormonais,
sentimentos,
sensações e emoções,
enquanto os nossos corpos
seriam apenas um só



Oh...
como eu desejo
navegar nas ondas
do teu corpo
e no crepúsculo da noite
amarar a ti
até há alvorada
do êxtase final.

quarta-feira, julho 07, 2004

Ondas


Oh...
como eu desejo
navegar nas ondas
do teu corpo

Subir ao cume
do teu peito
descer ao centro
do teu universo
cascata de água pura
escondida no meio
de uma floresta virgem

Sentir na minha boca
o sabor adocicado
dos teus lábios
o sabor salgado
do teu baixo ventre
perdido por entre
os lençóis de cetim
que te cobrem

Oh...
como eu desejo
navegar nas ondas
do teu corpo. Posted by Hello