Esta noite
sonhei contigo
minha borboleta
que por sobre mim
voaste e poisaste
levemente
Esta noite
sonhei contigo
minha borboleta
corpos nús
entrelaçados com
as ondas do mar
Esta noite
sonhei contigo
minha borboleta
no meio das
areias finas
dessa praia deserta
Esta noite
sonhei contigo
minha borboleta
sem palavras nos amámos
com uma brisa quente
qual lençol de cetim
Esta noite
sonhei contigo
minha borboleta
voaste para longe
levando o pólen
da minha flor
Esta noite
sonhei
como sonho
outras noites
contigo
minha doce Borboleta.
23 de Janeiro de 2005
Aqui será a areia fina...a falésia...onde, entre voos, poisarei para descansar e meditar, depois voltar a voar entre o azul do mar e o azul do céu.
segunda-feira, janeiro 24, 2005
quinta-feira, janeiro 20, 2005
Quase um poema de amor
Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor.
E é o que eu sei fazer com mais delicadeza!
A nossa natureza
Lusitana
Tem essa humana
Graça
Feiticeira
De tornar de cristal
A mais sentimental
E baça
Bebedeira.
Mas ou seja que vou envelhecendo
E ninguém me deseje apaixonado,
Ou que a antiga paixão
Me mantenha calado
O coração
Num íntimo pudor,
--- Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor
Miguel Torga
(Nesta altura em que se comemora Miguel Torga, não quis deixar de estar presente e, entre muitos, escolhi este.)
De amor.
E é o que eu sei fazer com mais delicadeza!
A nossa natureza
Lusitana
Tem essa humana
Graça
Feiticeira
De tornar de cristal
A mais sentimental
E baça
Bebedeira.
Mas ou seja que vou envelhecendo
E ninguém me deseje apaixonado,
Ou que a antiga paixão
Me mantenha calado
O coração
Num íntimo pudor,
--- Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor
Miguel Torga
(Nesta altura em que se comemora Miguel Torga, não quis deixar de estar presente e, entre muitos, escolhi este.)
segunda-feira, janeiro 17, 2005
Mera duvida laboral
Este meu pequeno poema, talvez não vos diga muita coisa, no contexto em que costumo escrever. É mais um desabafo mudo, uma raiva contida ou um mero deitar para o ar...mas deu-me gozo acreditem.
Mera duvida laboral
Neste terminus de longas amizades
não resisto à tentação
de aqui dizer algumas verdades
mas não pensem que é provocação.
Se estivermos a trabalhar
não é de bom tom estar a teclar,
no entanto se não teclarmos
é sinal de não trabalharmos.
Nessa duvida aqui lavrada
escrevi esta quadra
no horário de trabalho, pois então
atrasando o meu serviço, porque não?
E se a chefe algo disser
que direi eu para não ser mordido?
Apenas me ocorre dizer
- Estou há espera de ser promovido!
17 de Janeiro de 2005
Mera duvida laboral
Neste terminus de longas amizades
não resisto à tentação
de aqui dizer algumas verdades
mas não pensem que é provocação.
Se estivermos a trabalhar
não é de bom tom estar a teclar,
no entanto se não teclarmos
é sinal de não trabalharmos.
Nessa duvida aqui lavrada
escrevi esta quadra
no horário de trabalho, pois então
atrasando o meu serviço, porque não?
E se a chefe algo disser
que direi eu para não ser mordido?
Apenas me ocorre dizer
- Estou há espera de ser promovido!
17 de Janeiro de 2005
quinta-feira, janeiro 13, 2005
O milagre da vida
terça-feira, janeiro 11, 2005
Poema sem nome
Quando te vejo
meu Amor
és como um beijo
sem pudor
És o Sol que me aquece
a Lua que me faz sonhar
e quando a noite desvanece
só o Amor tem lugar
Quando te desejo
minha Amada
nada mais vejo
que uma mulher adorada.
meu Amor
és como um beijo
sem pudor
És o Sol que me aquece
a Lua que me faz sonhar
e quando a noite desvanece
só o Amor tem lugar
Quando te desejo
minha Amada
nada mais vejo
que uma mulher adorada.
sexta-feira, janeiro 07, 2005
Melancolia de um dia de chuva
Preciso
Preciso mesmo muito
de alguém com quem falar
Amo
amo mesmo muito
alguém que não sabe amar
Vivo
Vivo mesmo muito
uma vida que nada tem para dar
Chove
Chove mesmo muito
Quando será que vai parar?
6 Novembro de 1982
(Poema de uma Amiga minha...que ainda não conheci pessoalmente)
Preciso mesmo muito
de alguém com quem falar
Amo
amo mesmo muito
alguém que não sabe amar
Vivo
Vivo mesmo muito
uma vida que nada tem para dar
Chove
Chove mesmo muito
Quando será que vai parar?
6 Novembro de 1982
(Poema de uma Amiga minha...que ainda não conheci pessoalmente)
terça-feira, janeiro 04, 2005
Numa fracção de segundo
Fiquei frente a ti
a olhar-te
estátua inacabada
pedaço de basalto
toscamente talhado
por um par de escultores
sem formação mas com gosto.
Numa fracção de segundo...
desejei tocar nessas formas
rudemente trabalhadas
e em nada graciosas ou belas
mas que não deixam de ser formas.
Numa fracção de segundo...
por debaixo dessa cor vermelha
do vestido simples e singelo
dei-me conta dos contornos
das peças mais íntimas
que te tapam o pudor.
Numa fracção de segundo...
imaginei passar as minhas
mãos por essas pernas
docemente depiladas
começar nos pés e acabar
um pouco mais acima.
Numa fracção de segundo...
senti-te em cima de mim
de joelhos no sofá
e enquanto passava as minhas
mãos nas tuas pernas, tu...
Numa fracção de segundo...
tu ias acariciando o meu couro cabeludo
num beijo quente e lascivo
como se nunca tivesses
sido tocada, acariciada, beijada,
da maneira que sempre desejaste.
Numa fracção de segundo...
imaginei-nos num mundo
paralelo a este, onde esse segundo
seriam minutos...
longas horas.
Numa fracção de segundo...
pequei na minha imaginação
e pela boca fui preso...
pelo que te disse
e afinal...
"pela boca morre o peixe"
lá diz o ditado.
Numa fracção de segundo...
não sei se pela roupa
ou tão pouco pelo cheiro
se foi por causa do que não vi
ou se pela cor branca e pura
que sem malícia
deixaste antever
nessa fracção de segundo...
foi tempo de mais.
a olhar-te
estátua inacabada
pedaço de basalto
toscamente talhado
por um par de escultores
sem formação mas com gosto.
Numa fracção de segundo...
desejei tocar nessas formas
rudemente trabalhadas
e em nada graciosas ou belas
mas que não deixam de ser formas.
Numa fracção de segundo...
por debaixo dessa cor vermelha
do vestido simples e singelo
dei-me conta dos contornos
das peças mais íntimas
que te tapam o pudor.
Numa fracção de segundo...
imaginei passar as minhas
mãos por essas pernas
docemente depiladas
começar nos pés e acabar
um pouco mais acima.
Numa fracção de segundo...
senti-te em cima de mim
de joelhos no sofá
e enquanto passava as minhas
mãos nas tuas pernas, tu...
Numa fracção de segundo...
tu ias acariciando o meu couro cabeludo
num beijo quente e lascivo
como se nunca tivesses
sido tocada, acariciada, beijada,
da maneira que sempre desejaste.
Numa fracção de segundo...
imaginei-nos num mundo
paralelo a este, onde esse segundo
seriam minutos...
longas horas.
Numa fracção de segundo...
pequei na minha imaginação
e pela boca fui preso...
pelo que te disse
e afinal...
"pela boca morre o peixe"
lá diz o ditado.
Numa fracção de segundo...
não sei se pela roupa
ou tão pouco pelo cheiro
se foi por causa do que não vi
ou se pela cor branca e pura
que sem malícia
deixaste antever
nessa fracção de segundo...
foi tempo de mais.
terça-feira, dezembro 21, 2004
sexta-feira, dezembro 17, 2004

Tu
minha sereia encantada
desejo-te
como quem deseja
um morango reluzente
num Inverno gelado
Tu
minha sereia
que por ti encantado fiquei
és mais que um desejo desejado
de mar calmo
mar ardente
mar ausente
Tu
minha sereia sem o seres
paixão assolapada
com nome grego talvez
és aquilo que sempre desejei
fruto proibido quiçá
sem sequer te ter desejado.
segunda-feira, dezembro 13, 2004
sexta-feira, dezembro 10, 2004
quinta-feira, dezembro 09, 2004
terça-feira, dezembro 07, 2004
segunda-feira, dezembro 06, 2004
sexta-feira, dezembro 03, 2004
quinta-feira, dezembro 02, 2004
terça-feira, novembro 30, 2004
domingo, novembro 28, 2004
Dimocracia ou democracia?
(sobre)Vivemos numa dimocracia
onde o simples facto de casar
já é um artigo de luxo
a ser inscrito nos impressos do IRS
(sobre)Vivemos numa dimocracia
onde ainda o útero materno
não passa de uma mistura
de desejos entre um homem e uma mulher
e já se gastam rios de dinheiro
em consultas, vitaminas e mais não sei o quê
(sobre)Vivemos numa dimocracia
onde ao fim de longos quatro meses
a peso de ouro (na grande maioria dos casos)
deixamos parte de nós
entregue a parte de vós (em que por vezes)
chegando ao fim do dia
somos recompensados com marcas visíveis
do excesso de vocação
(sobre)Vivemos numa dimocracia
num país de paradoxos
em que a democracia é jovem
mas o povo envelhecido
onde se gastam fortunas
em casais inférteis
com tantas crianças
há espera de um mero apelido
(sobre)Vivemos numa dimocracia
feita por políticos
com as trompas laqueadas
que culminam
em leis vasectómicas.
onde o simples facto de casar
já é um artigo de luxo
a ser inscrito nos impressos do IRS
(sobre)Vivemos numa dimocracia
onde ainda o útero materno
não passa de uma mistura
de desejos entre um homem e uma mulher
e já se gastam rios de dinheiro
em consultas, vitaminas e mais não sei o quê
(sobre)Vivemos numa dimocracia
onde ao fim de longos quatro meses
a peso de ouro (na grande maioria dos casos)
deixamos parte de nós
entregue a parte de vós (em que por vezes)
chegando ao fim do dia
somos recompensados com marcas visíveis
do excesso de vocação
(sobre)Vivemos numa dimocracia
num país de paradoxos
em que a democracia é jovem
mas o povo envelhecido
onde se gastam fortunas
em casais inférteis
com tantas crianças
há espera de um mero apelido
(sobre)Vivemos numa dimocracia
feita por políticos
com as trompas laqueadas
que culminam
em leis vasectómicas.
quarta-feira, novembro 24, 2004

No inicio...
caos sempre houve...
mas depois de muito caos...
a aparente ordem apareceu...
a ordem sem ordem...
o caos sem o ser...
Apareceste tu...
no meio da neblina matinal...
e como um raio de Sol no meio da noite celestial...
iluminaste o meu ser...
nesta janela virada para as estrelas...
nesta janela virada para o azul manso do mar...
que me embala no berço da vida.
Do centro do universo em que...
habita o meu coração...
tu, e só tu, fizeste sentir-me...
que afinal eu não era o único filho.
Fizeste-me sentir que afinal...
a minha mãe...sem te ter tido,
o meu pai...sem te ter concebido,
és minha irmã sem o seres,
amamo-nos como loucos
em qualquer parte
em parte incerta...
sem ser incesto.
No inicio....
bem, no inicio estamos nós...dois...e mais ninguém.
Por esta estrada fora,
por este oceano imenso,
por este espaço vazio cheio de estrelas,
iremos nos...passeando,
como quem está sentado num banco a beira mar
a contemplar as ondas no seu eterno vai e vem,
a sentir a erva a crescer,
e ouvir o silencio dos pensamentos.
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